16 Dezembro 2009
Fim de ano é época de balanço

Passei algumas semanas bem chatinha com a vida e fiz uma retrospectiva ultra-particular para conseguir enxergar as coisas menos dramáticas e, assim, mais claras. Foi muito bom para eu sair da atmosfera down, super recomendo a todos nós mortais.
É claro que a versão original (e pra lá de profunda) não será postada aqui, mas gostaria de registrar alguns acontecimentos singelos e marcantes de 2009. Este em que eu assoprei a velinha dos 28 anos. Este que foi estranho, mas com um upgrade de auto-conhecimento, aprendizado e muito, muito amor.
- As infinitas horas a dois em Parati
- Olhar a Torre Eifel pela primeira vez
- A lamentável cena de preconceito contra nós num bistrô em Paris (mas demos muita risada e terminamos a noite em um lugar infinitamente melhor)
- A gargalhada-sem-controle digna de vergonha alheia no elevador do hotel em Amsterdam
- A enxurrada de lágrimas de risada (e o videozinho que a comprova) no cofee shop verde em Amsterdam
- O "eu te amo mais"
- O show do Radiohead
- A noite de páscoa com a familia do Gui
- A Mi ficando "Anos 70"
- Eu e Enrico com cinco anos de idade na Neu
- Voltar a trabalhar com o Tharso
- Conviver diariamente com Sarah e Flavio
- O jantar de amigos regado a 12 garrafas de vinho no Pasquale
- Minha pequena-grande Beleléu
- Ganhar o Felipe de afilhado
- Conseguir o apê que tanto queríamos
- Morar com o Gui
- Nosso novo sofá
- Resgatar meus relatórios de pequena da escola
- Ver o Romeuzinho abrindo um novo bar
- "Take Five" no rádio, no lugar certo e na hora certa
- Fotografar com minha canon-xodó sem parar
- Dizer adeus aos últimos anos de sedentarismo
- Sair - e me estragar - tão menos
- "Elephant Gun" do Beirut
- Deixar a preguiça de lado e me dispor a resolver algumas pendências do passado
- Falar a verdade-doída tantas vezes
- Conseguir dizer "não" tantas outras
- Pintar minhas unhas de Marina
- Contar os dias para o Natal e Reveillon na bela e mágica Bahia (de todos os santos)
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28 Novembro 2009

E o planeta?
Ele retorna em mim entre delicadezas e nuances. Tênue e colorido.
Eu o construo com as minhas memórias.
Ninguém vive daquilo que é.
Viver é fictício."
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10 Novembro 2009
na real eu já fui assim, de tentar me esquivar quando o papo era colocar a mão no bolso por algum imprevisto. isso gerou algumas discussões com amigos e sempre foi muito doloroso admitir que sim, esse tipo de reação as vezes saía de mim. e como o primeiro passo é sempre admitir o erro, comecei, então, a me observar.
o primeiro ponto é que eu realmente não tinha grana. saí de casa cedo, desempregada, quando voltei a trabalhar ganhava mal pra cacete e o maior problema é que eu estava vivendo uma vida que não cabia no meu bolso, mas sim no bolso de alguns amigos meus. qualquer coisa que saía um pouco dos planos eu já não tinha como arcar e ao invés de procurar ser humilde, eu me esquivava. por orgulho. por imaturidade. por vergonha, talvez.
comecei aos poucos a viver a vida que eu male male conseguia bancar, mas trazer os pés pro chão foi o primeiro passo para eu começar a me erguer pessoal, financeira e profissionalmente. com um tempo meus amigos espontaneamente reconheceram essa mudança que (secretamente) impus a mim e passei a dormir minhas noites em paz.
hoje não suporto ver mesquinharia. ainda mais porque os 21 anos ficaram bem pra trás e pouquissimas pessoas que conheço vivem num perrengue que justifique esse tipo de postura.
com um tempo a gente aprende que dinheiro não é tudo meeesmo. ele não compra suas verdadeiras amizades, não compra um estilo de vida decente e muito menos o respeito das pessoas por você. mais cedo ou mais tarde todo mundo aprende isso, pena que as vezes é preciso quebrar a cara para isso acontecer.
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05 Novembro 2009
Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.
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16 Outubro 2009
15 Outubro 2009
13 Outubro 2009

E vou sendo como posso
Jogando meu corpo no mundo
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
Passo aos olhos nus
Novos Baianos
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12 Outubro 2009
E a saudade do Rio só aumenta
Nossa viagem ao Rio deliciosamente programada há mais de um mês com Sarah e Leo, casal carioca mais que querido, micou por completo.
Sarah embarcou na sexta de manhã (o que não sei se foi sorte ou azar), Manu, Gui e Léo deixaram pra ir a noite. Entre atrasos e reagendamentos do vôo, a mala do Gui embarcou para algum destino desconhecido e nós não embarcamos para lugar nenhum. Nova tentativa de embarque no dia seguinte e o caos foi surpreendentemente maior do que no dia anterior. Além da mala até então não encontrada, nosso vôo sofreu uma série de adiamentos até que perdemos o jogo que iríamos no Maracanã e nossa paciência se esgotou.
Justificativa da Gol? "Estamos sem tripulação, o piloto sumiu". E tivemos que engolir isso a seco. E preencher diversos formulários de reclamação. E gastar mais e mais dinheiro com taxi. E voltar para casa pela segunda vez, sem mala, tentando colar algum sorriso no rosto. E ficar em Sampa nestes dias cinzas. E ficar procurando o que fazer. E fazer as mesmas coisas de sempre. Só pra variar.
Gol, muito obrigada por acabar com nosso feriado.
Marcadores: a Gol é uma merda, Anac, caos aéreo, desorganização, desrespeito com o cliente, Gol, Gol linhas aéreas, vôo cancelado
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29 Setembro 2009
Rain Down Project
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25 Setembro 2009
essa sexta-feira está preta dentro de mim. nada de concreto, mas um desânimo, um choro entaladado e não, não é tpm.sem vontade de ficar até tarde no trabalho - nem de ir embora cedo, sem vontade de voltar pra casa e esperar meu amor chegar e sem vontade de encontrar minhas (lindas) amigas no bar.
às vezes fico assustada com esse universo que existe dentro da gente. hoje me encontro no lugar mais obscuro dentro dele e eu o chamaria abismo. olho para os lados, para cima e para baixo e é tudo escuridão. quando grito, ecoa, mas ninguém me ouve e ainda resta um tremendo frio na barriga.
por quê? nem eu sei!
no fone de ouvido já passaram os beatles, kings of leon, bon iver, marlango, stereolab e nina simone e todos me deprimiram igual. que horror! é a prova que música é estado de espirito e que esse tal universo interno às vezes tem uma vontade própria que vou te contar...
minha (ex) terapeuta sempre me disse que eu nunca seria uma pessoa deprimida por conta do contágio mágico que tenho com a vida. é porque na maioria das vezes um pôr-do-sol, uma deitadinha da grama, um mergulho no mar, um abraço verdadeiro e bem apertado ou um porre gostoso no bar lavam minha alma de um modo que pouco se vê por aí. e, ainda assim, hoje recusei todas essas pedidas. parece que o universo dentro de mim quer continuar quietinho, no escurinho. e que isso dure só até amanhã.
ps: até o final do post cassandra wilson cantou sentimental mood e caetano veloso you don't know me. sugestivo, não?
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31 Agosto 2009
28 Julho 2009
27 Julho 2009

Eu nunca vou me esquecer do dia de ontém: o sofá como novo berço do nosso convívio, os celulares ligados e fora de alcance, a chuva fria e constante lá fora. Vinho tinto, vinho tinto, vinho tinto. O almoço sempre-fora-de-hora teve ontém tomate recheado, torta de frango com catupiry e arroz branco soltinho. Teve também Dave Brubeck e Take Five durante o amor latente e desesperado no fim do dia. Teve banho longo e quente, sede de água, sede da gente. Nina Simone e My Babe Just Cares For Me no rádio, incontáveis beijos, suspiros e abraços. Olhares densos e profundos, carinhos delicados. Soneca inesperada, sonho leve em meio a doce poesia que só nosso amor nos traz.
Ontém foi mais um dia da típica paz de estar em par com você - agora no nosso novo lar. A cada anoitecer, a cada despertar, me manterei leal a você, Gui, pois és meu homem, marido e eterno namorado. Sou sua mulher por inteiro e... (posso te contar um segredo?)
Você é meu grande, único e verdadeiro amor.
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23 Julho 2009
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26 Junho 2009
Eles se vão... mas a música fica
Faço, então, questão de mudar o assunto, pois no meio de tanto conteúdo repetido, tive a felicidade de encontrar essa coisinha fofa e bem produzida aqui. Não é Michael, mas é John, Paul, George e Ringo.
Espero que gostem!
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25 Junho 2009
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uma coisa azul a menos no meu virtual! fuuuf!
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29 Maio 2009

hoje aconteceu uma coisa deliciosa.
dormi no meu namorado e de manhã ele me deixou em casa para eu pegar meu carro.
viemos separados para o mesmo bairro trabalhar.
estava na brasil, chegando no trabalho.
o farol fechou.
pedestres atravessando.
um cara moreno, de óculos escuros e terno me chamou bem a atenção.
parei para reparar no gatinho.
era ele, meu namorado.
êêê!
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13 Maio 2009
08 Abril 2009
A pessoa que dedica sua vida a ser contra você,
ainda assim, dedica sua vida a você.
Isso tem nome: amor às avessas.
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06 Abril 2009

em algum outro momento eu estaria surtando de ansiedade. ela tem batido aqui às vezes, mas não como antes. difícil sentir isso ao longo de um período ocioso e delicado. reclamei tanto do cansaço, que hoje descanso há mais de dois meses por tempo ainda indeterminado.
você me acalma. acho que essa é a grande qualidade que sua presença me traz. é como se nada pudesse abalar a estrutura em que me encontro agora, como se eu sempre visse a luz antes do túnel, como se mesmo na penumbra eu já estivesse aquecendo as asas, fazendo os últimos ajustes, prestes a decolar, mas com os pezinhos não tão longes do chão.
obrigada, anjo meu.
és meu equilibrio neste imenso mar de emoções.
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23 Março 2009
radiohead_são paulo
porque não basta o público ser bonitinho e descolado. tem que curtir a melancolia de exit music, nude, *everything in its right place de olhos fechados, braços abertos e sorriso emocionado no rosto. tem que entender a (des)contrução de paranoid android que leva neguinho do céu até o chão. tem que arriscar um tchururu pra fazer thom yorke tocar creep. tem que se entregar em jigsaw falling into place. eu me joguei.
como se não bastasse, tinha brisa no rosto, cerveja gelada, companhias perfeitas, catarse constante e cenografia de matar. teve "now we're one in everlasting peace" em silêncio no abraço que é o meu lugar no mundo. não faltou nada. *tudo em seu perfeito lugar.
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22 Janeiro 2009
14 Janeiro 2009
Sob encomenda =)
06 Janeiro 2009
Hoje já não quero me apegar aos detalhes que te fizeram perder a razão. Já não vem ao caso, a sabedoria que o tempo traz me explica o porquê de certas coisas caminharem tão tortas para, então, se endireitar. Depois de tanta chuva, veio o vento e hoje tem a brisa doce e constante da harmonia das coisas em seu devido lugar. As angústias viram nada, os medos se dissolvem, o passado vira história boa pra contar. Como um passe de mágica: A paz de estar em par.
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Happy New Year, folks!
19 Dezembro 2008
Antao & McCardell
O link já tinha entrado no lambe-lambe aqui do lado esquerdo, onde só recomendo sites de amigos.
Resolvi, então, publicar aqui o release do trabalho que meu amigo-irmão vem lapidando há um tempão, eis que na reta final do cabalístico ano 1, surge 2, o (nosso) tão esperado álbum.
Pronuncie na língua que quiser ou souber. O acesso é de todos e para todos, assim como as músicas, já disponíveis para download.
Na idéia criada por 2, número que dá nome ao duo, o internauta, sem pegarlongas filas nos shoppings ou sair de casa, oferece uma gentileza criada pelos compositores, de maneira moderna, rápida e ecológica.
São 10 músicas compostas em inglês pela dupla Rodrigo Antão & Pedro McCardell, brasileiros que viveram em Londres por 5 anos. Rodrigo é poeta, multi-instrumentista, e produtor musical. Pedro é poeta premiado e co-produtor do álbum.
A dupla assegura conduzir um projeto construído a partir de cativantes idéias melódicas, consolidadas por uma sofisticada poesia. O disco, independente e totalmente produzido por eles, está disponível na internetpara os amigos, e claro, para os amigos dos amigos.
Após o dia 25 de dezembro, o internauta poderá baixar as músicas do álbum, porém, com mais uma proposta criativa: como moeda de troca, quem quiser fazer o download das músicas deverá disponibilizar à dupla qualquer arquivo de autoria própria, seja um vídeo, uma foto, ou uma simples frase, material que alimentará o site durante 2009, criando uma interação com o público, que automaticamente torna-se parte integrante da banda.
O site, em inglês, é conceitual e auto-explicativo. É o impulso da não-venda imediata, da troca de conteúdo criativo, e da promoção da banda utilizando-se apenas da internet.
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02 Dezembro 2008

Tive um sonho interessante essa noite:
Algumas pessoas apareciam em minha frente e - com elas - eu tinha a opção de entrar em três fuscas diferentes: Um fusca era o Para Sempre, o outro era o Jamais e o outro o Por Agora.
Me apareceu o homem pelado do fim de semana. Entrei - ainda tremendo e a contragosto - no fusquinha Jamais.
Me apareceu o cliente mais complicado que estou atendendo. Cordialmente tivemos que entrar no Por Agora.
Apareceu meu amor sorrindo para mim. Demos as mãos, caminhamos calmamente. Ele abriu a porta, eu liguei o som. Tocava The ballad of John and Yoko. Foi dada a partida. Ele acelerou. Partimos juntos. Para Sempre.
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27 Novembro 2008
Para quem ainda tem medo da entrega, para quem vive romances com o freio de mão puxado, para quem gosta do morno, para quem se dá sem se perder.
Para quem tenta perpeturar aquilo que acabou, para quem tem se alimentado de migalhas, para quem abre a janela, mas esquece a porta trancada, para quem ainda sente a dor do antigo amor.
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04 Novembro 2008
Ando nervosa durante o horário comercial. Mudei de trabalho (thanks, God), mas trouxe um casaço acumulado do outro, um estado crônico de sapos entalados na garganta que fizeram meu pavio estar curto como nunca. Não é nada pessoal, mas é assim que eu ando e as coisas passam a me irritar mais do que o normal. Pessoas que se fazem de idiota para – assim - me fazerem de idiota é foda de administrar, mas não vou pegar esse problema pra mim, até porque acabei de passar por outro tipo bem pior.
Pela primeira vez fiz as contas de quantos dias faltam para minha tão esperada viagem (férias, férias!) e me arrependi, contar em maior escala era melhor. Mas até que pro Natal – que fica perto do reveillon – faltam só cinquenta e isso não é de todo mal. Sim, ainda existe otimismo por aqui! E é fato, os meses tão voando, os dias da semana também e os fins de semana, nossa, tão rápido que não vejo passar. Preciso sentir de novo a sensação de que trabalho pra viver. Aquele êxtase bahiano do começo do ano me encorajou para a jornada de trabalho anual e agora, na reta final, sinto como se estivesse nadando, nadando e morrendo na beira da praia.
É minha gente, dramatizar meu cansaço em algumas linhas até que me fez bem, enquanto isso o trânsito baixou e deu a hora do meu rodízio. O sol acaba de se pôr e agora é hora de tomar uma cervejinha, jantar com as amigas e, de quebra, dormir e acordar nos braços dele ♥ . Maravilha. Do jeito que eu gosto. Tudoaomesmotempoagora.
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15 Outubro 2008
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18 Setembro 2008
e se...
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11 Setembro 2008

“... pensar meu deus que porra é essa, como é que eu me meti nessa, como é que eu saio dessa, quem disse que eu quero sair dessa, esquecer isso tudo, derreter, morrer, agradecer à nossa senhora da pequena morte e dormir uma dormidinha daquelas antes de começar tudo de novo. e de novo. e de novo e de novo, até ele perceber que não há saída senão se entregar e se entregar sabendo que tudo nos espera (...)”
*music in the air: "i'm your man" - leonard cohen
imagem: ffffound
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04 Setembro 2008
*

Depois de alguns anos juntos, se separaram por questões conjugais, não por ausência de amor. Enjaularam-se dentro de si, pincelando o orgulho e a decepção com cores pastéis, tons de melancolia armada e desarmada; noites geladas, manhãs frias, alma empedrada. Ele joga nela a responsabilidade de amá-lo por todo o sempre. Ela se esconde, porque o ama tanto aqui e agora que - sem ele - não enxerga um passo a frente.
Usam sua dor para compor belas e tristes melodias e mantêem entre si uma distância friamente calculada, para que a solidão - já derramada da jaula - possa por aí se espalhar, tornando o mundo mais cinza, refletindo o seu vazio. Temem um ao outro, abrem janelas e fecham portas, voltam sempre para o mesmíssimo lugar.
O dia de hoje amanheceu de olhos inchados, respiração congestionada, uma velha - mas não estranha - inquietação. As lágrimas que antes caíam em silêncio, hoje gritaram com o mesmo tom de voz de um ano atrás. Parece que o tempo congelou.
Há bem mais de doze meses duas pessoas se resistem dolorosamente. Infinita ou interrompida, triste ou feliz, essa é a história de amor que hoje me fisgou.
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20 Agosto 2008
05 Agosto 2008
Hamlet
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25 Julho 2008
Estrela de Maio
Tenho esse cantinho desde 2002 sem previsão de encerramento. Não uso condinome, vou do abstrato ao supérfluo e desinteressante sem almejar um buzz, apenas algum feedback daqueles que por ventura se identificam com o que lêem por aqui.
É interessante ter leitores assíduos que jamais conheci "na vida real". Sempre gostei de colher as impressões que eles têm de mim. Tem aqueles que passaram por aqui somente uma vez e disseram um "oi". Outros que se identificaram tanto com algum texto, que trouxeram outros visitantes. Tenho amigos que fazem do Estrela quase uma rotina: ligam o computador, entram no email pessoal, email de trabalho, site predileto de notícias e Estrela de Maio! Outros nunca decoram este endereço e sempre me perguntam "qual o seu blog mesmo?". Tem o namorado que entra vez em nunca e lê analiticamente os últimos posts... Tem os fuçadores, os passantes, os caça-imagens, os googlers e todos sempre foram muito bem vindos, igualmente.
Publicar "minha autobiografia sem fatos" há seis anos é como conseguir colocar no papel uma trajetória pela qual todos nós passamos: o crescer, o amadurecer. Gosto de ler coisas patéticas que saíram - e saem - de mim e acho bacana ter registrado alguns desabafos que muitas vezes só eu sei quais foram. As coisas aqui sempre foram catalogadas de uma forma mais - ou menos - óbvia do que dentro de mim e gosto de poder passar o olho pela minha história com a mesma facilidade de quem folheia páginas de uma revista qualquer.
Na verdade desatei a falar tudo isso porque perdi todos os meus comments. Fico triste porque eles sempre foram parte integrante do blog, o reflexo da minha emoção. Após três semanas de pane no sistema, resolvi aceitar e instalar um sistema novo. Uma parte disso tudo aqui vai, então, recomeçar!
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08 Julho 2008
24 Junho 2008
19 Junho 2008
sobre a *ropy*

"eu não quero deixar ela morrer, ela é minha criação, só que hoje é como uma fantasia; eu tiro quando a festa acaba!!"
*roberta* também gosta mais do que é agora.
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16 Junho 2008
Domingo a noite
Chove lá fora
Zapeio Canais
- Meu amor deitado em meu peito -
Ponho-me a pensar
Sobre o que citou Fernanda Takai
E a criar verdades e artes
Sobre mim mesma
"Acho que sou feliz. Eu quero tudo o que tenho, desejo o que posso e sou da minha idade. Será isso a tal felicidade?"
Climério Ferreira
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04 Junho 2008
09 Maio 2008
vejo que aquela menina que sempre queria o que não tinha, mudou muito. eu colocava minhas conquistas a perder por um mero impulso egóico, por um simples desafio qualquer. julgava muito chulamente o que era bom pra mim e, é claro, não fui a única a pagar por isso.
tanta coisa errou...
amores voaram, tanto sentimento escorrido pelas minhas mãos como água corrente. contruí castelos invisíveis e destruí obras reais com a mesma facilidade e inocência e quase sempre anestesiei a dor.
minha intensidade sempre foi um tiro no pé. minhas festas, meus beijos, minhas transas eram sempre "mais legais" que dos outros pelo simples fato de eu não dosar energia pra nada. despenquei em queda livre algumas várias vezes pela frustração de fazer das coisas boas, passageiras e tudo se tornou way of life.
sempre pequei por agregar tanto fervor em tudo que vivi, mas só minha própria intensidade foi capaz de colocar as coisas no lugar. hoje tenho boas histórias pra contar (am i gump, mi?!). sinto um frio na barriga tremendo quando olho pra trás, mas tenho pouca saudade do que passou. nostalgia, talvez.
gosto mais do que sou agora.
me orgulha não mais desprezar minhas conquistas, não querer comer o prato do lado, ter aprendido a cuidar da minha casa, das minhas coisas, do meu dinheiro e - mais ainda - de mim. isso refletiu em tudo.
hoje vejo claramente pessoas no mesmo vício do erro e penso: é quase tudo uma questão de escolha. *agradeço pelas minhas*. some things really matter to me.
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25 Abril 2008
24 Abril 2008
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04 Abril 2008
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27 Março 2008
expira...
18 Março 2008
Uma parte que não tinha
17 Março 2008
05 Março 2008
manhã, tarde, noite

será o momento ou a maturidade que cabe a ele, mas o mistério não instigou; nenhum deles têm instigado. o que poderia dar asas a todo universo aquariano, mais parece fincar os pés em terra, naquilo que se tem e não no que se sente. *e, afinal, qual é a diferença entre um e outro?*
"a vida é uma só". frase que, em situação peculiar, soou como um tiro no peito, de repente se torna a parte mais sincera e humana de mim agora.
uma vontade de deitar na minha diagonal agarrada aos quatro travesseiros da cama já não tão grande, de esperar o teatro mágico me acordar para o dia que em algumas horas vai raiar.
hoje acordei pensando em um apanhado de coisas, por si só, tão satisfatórias... nos pequenos afazeres... nas grandes abstrações.
o almoço - pra lá de saboroso - não trouxe sono na manicure, nem preguiça às quartorze e dez, quando voltei pra agência.
a tarde passou rápida, cheia de trabalho, música boa e pequenas revelações.
o jantar foi leve, acompanhado de serramalte gelada numa noite especialmente quente. excelente companhia, voltei pra casa me sentindo - novamente - maior.
o quê posso querer mais, além da liberdade de me sentir feliz?
já tarde, em seu timing, a mensagem de boa noite. uma fraterna vontade de replicá-la ao planeta terra, desejando a tudo e a todos a melhor noite do mundo.
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e que venha o próximo dia: cheinho de novidades - como todos os novos dias são -, com cheiro de lavanda, de banho tomado... acompanhado pela minha melhor trilha... ainda que não seja a paisagem sonora do mundo real.
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04 Março 2008
I guess I have been there, I guess I am there now
You knew what you wanted and you fought so hard
Just to find yourself sitting in a golden cage
In a golden cage
So of course I miss you and miss you bad
But I also felt this way when I was still with you
Yes of course I miss you and miss you bad
But I also felt this way when I was still with you
This city's no longer mine
There's sadness written on every corner
Each lover was made to sign
Now I hear them calling me over and over
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19 Fevereiro 2008
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12 Fevereiro 2008
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06 Fevereiro 2008
Voltou de viagem roendo as unhas – como não é de costume .Talvez estivesse ansiosa depois de tantos dias de calmaria e paz. Se confundia toda quando olhava para dentro de si e encontrava dois nomes tão distintos, que ora se misturavam, ora se distinguiam, ora faziam sentido, ora sentido algum. Almoçou com a grande amiga, fez alguns telefonemas, acendeu um, dois cigarros procurando inspiração pelos cantos do quarto. Deitou de olhos bem fechados agarrada ao travesseiro favorito num misto de frio e calor. Alguns presságios… Viagem, lucidez, afirmação, desconstrução. Talvez fosse melhor dar um tempo para si. (?)|
30 Janeiro 2008
17 Janeiro 2008
Ainda na fase de citações...
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Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
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Tenha confiança. Conte com as circunstâncias, que também são fadas. Conte mais com o imprevisto. O imprevisto é uma espécie de deus avulso.
Machado de Assis
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15 Janeiro 2008
Sol, Vênus.
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14 Janeiro 2008
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11 Janeiro 2008
It made so much sense
But now the haze has ascended
It don't make no sense anymore
(from the ritz to the rubble, arctic monkeys)
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On the road
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10 Dezembro 2007
.
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07 Dezembro 2007
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David: Well, you know, I'm a pleasure delayer.
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05 Dezembro 2007
sem mais, my Romeo.
... o repertório do que se sente é o mesmo, mas cada casal tem o seu tapete mágico que nos leva sem roupa para uma eterna gratidão aos deuses, por ter deixado eu brigar, para depois fazer sexo de reconciliação e morder tanto aquela boca.... com os olhos muito fechados................
se a gente vai voltar não se sabe, mas foi lindo dizer à flor da pele o quão ela é a mulher que eu amo...
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03 Dezembro 2007
`as vezes coloca os pés no chão
`as vezes se joga sem medo
`as vezes mete os pés pelas mãos
`as vezes
`as vezes paixão
`as vezes tesão
`as vezes
`as vezes é bom
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26 Novembro 2007
21 Novembro 2007
"Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estômago e os intestinos." CL
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19 Novembro 2007
The Little Prince
08 Novembro 2007
.
voltou a trabalhar.
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06 Novembro 2007
Não pude

Como uma não-virginiana que sou, eu nunca soube listar coisas. Sei fazer lista de afazeres inúteis e palpáveis, mas nunca consegui seguir uma à risca. Nunca entrei num supermercado e obedeci a singela listinha que a empregada me fez. Não sinto que tenho o poder de manter a prioridade das coisas, nem a pretensão de alcançar todas elas. Uma palavra entre uma linha e outra torna-se um adorno facilmente em minhas mãos.
Descobri que a lista da minha vida é um grande emaranhado de sentimentos impressos em diferentes cores, sentidos e emoções que não necessariamente têm ordem, porto de chegada, prazo ou hora para se alcançar. Junto traços de um desenho abstrato a meras impressões soltas em palavras com mais lógica do que qualquer coisa que eu consiga enumerar.
Gosto do que é lúdico, sei de tudo o que almejo e crio artifícios - nunca atalhos - que me levam até lá. Artifícios porque gosto de brincar de ir e vir no tempo, gosto da mágica de contagiar pessoas e de me deixar contagiar por elas. Os atalhos não me permitem aprofundar. Gosto do descompromisso quando é compromissado, de inventar e colorir as coisas e, assim, dar destaque a elas. Utilizo conjunções, adjetivos e preposições para tornar as palavras atemporais. Nada disso caberia numa lista. Aqui dentro é sempre história e poesia.
Quando deito e fecho os olhos minhas mãos se enchem ao tocar meu seio esquerdo. Sonho com qualquer coisa que me mantenha alimentada na manhã corrida do dia seguinte. Com as pontas dos meus dedos inverto o curso das coisas, o tom das melodias, o rosto das palavras. Transformo a surpresa de tudo o que é agora e finjo não querer saber o que há de ser. Faço música com o silêncio, rabisco papéis em branco. Eu bem que tentei, mas não pude seguir o seu conselho. Não agora. Por ora não dá.
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A melhor mulher que você já desperdiçou
Alice A. tinha peitos de índia e uma sensibilidade pernóstica de tão curiosa nos ombros morenos. Guardava o hábito lascivo de apertar os amores entre as pernas, como se pretendesse esmagá-los sobre o próprio ventre. Gostava das marcas e da expressão "roxa de paixão". Gostava de desenhar contornos com a língua e de provocações ao pé do ouvido. Gostava de sentir o peso e trepava de olhos abertos; tinha prazer em observar. Expressões, movimentos, pupilas dilatadas, pelos eriçados, contornos. O antes, o durante, o depois. Sorria. Naquela noite, deteve-se no depois. Fingiu dormir e, quando sentiu sobre o peito a outra respiração do terceiro sono, levantou. Sentada ao pé da cama com as pernas cruzadas como a de uma menina de tranças, acendeu um dos cigarros franceses que ele lhe trouxera de presente e observou. Observou com um cuidado cirúrgico cada milímetro de pele exposta sob a luz do abajur que ela tanto gostava. Guardou com cuidado o desenho das costas e o tamanho das mãos. Quis fotografá-lo; indefeso, belo. Como o achava belo. Sabia, de algum jeito, que jamais acharia alguém assim tão belo. Nem sob a luz daquele abajur, que ela adorava tanto, nem sob qualquer outra luz. Com a Polaroid dele e o cigarro pendurado na boca, imitando para si mesma uma daquelas atrizes francesas dos filmes que ele tanto admirava, fotografou. A foto que seria para sempre, enquanto ela se lembrasse, a foto mais bonita que havia feito na vida. Estava séria. Vestiu-se com o cigarro francês, que era o presente, ainda pendurado, e escreveu na parede com aquele lápis vermelho de marcenaria: “Querido, se você quer uma mulher capaz de subir com você em um fusca verde para qualquer lugar do mundo com uma mochila e um mapa e que ouça Billie Holliday enquanto cozinha; se você quer uma mulher que escreva cartas de amor, que tire fotos de amor, que rasgue roupas de amor, que chore e grite de amor e que viva de amor. Se você quer uma mulher que não tem noção ‘do quanto’ e que por isso não tem restrições sobre quando ou onde; se você quer uma mulher que sangra, que cheira, que morde, que explode, que aguenta; uma mulher com força o bastante, vontade o bastante, coragem o bastante, imaginação o bastante, loucura o bastante, doçura o bastante, atrevimento o bastante, saliva o bastante e poesia demais; querido... se você quer uma mulher capaz de fugir pra qualquer lugar do mundo, sozinha, num fusca verde, com uma mala, uma foto e um mapa, querido, meu querido, você vai ter que me conquistar primeiro.” Apagou o cigarro, o abajur. A mala já estava pronta. Sorria.
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29 Outubro 2007
she's got the power
música da semana: metal heart, cat power.
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25 Outubro 2007
ontém
"sabe, mãe... quanto mais o tempo passa, mais eu tenho convicção de que não vou abrir mão da minha felicidade. por nada."
simples, quase redundante e muito inspirador.
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19 Outubro 2007
17 Outubro 2007
Waking life
Eu digo "água". Criamos um som para isso. "Tigre atrás de você". Criamos um som para isso. Mas fica realmente interessante, acredito eu, quando usamos esse mesmo sistema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos. O quê é frustração? O quê é "raiva" ou "amor"?
Quando eu digo "amor" o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa, viaja por um canal labiríntico em seu cérebro através das memórias de amor - ou falta de amor. O outro pode até dizer que compreende, mas como eu sei disso? As palavras são inertes, são apenas símbolos, estão mortas! E tanto da nossa experiência é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível, é indizível. E ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros e sentimos ter feito uma ligação e termos sido compreendidos, temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos.
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08 Outubro 2007
02 Outubro 2007
28 Agosto 2007

Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és...
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20 Agosto 2007
Mudança
Tento lembrar das expectativas que trouxe quando me mudei para cá e no que levo agora. Talvez aportar sem expectativas seja a lição, se é que há uma lição. Muita coisa vai ficar. Muita coisa será doada. Quero partir mais leve do que cheguei. Deixar espaço para o espaço na casa nova e em mim.
Penso no que nos espera. Torço pelo que nos espera. Olho os sonhos varridos e acumulados no canto do quarto. Meu deus, como estou cansada de me mudar.
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19 Agosto 2007
14 Agosto 2007
it's not advertising
anfitrião:
- aquela é a manoela. ela é art buyer da dentsu.
amigo do anfitrião:
- nigthbiker de onde?
amiga do anfitrião:
- não, de a-ti-bai-a!
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13 Agosto 2007

como se uma mão invisível
tivesse tirado a angústia de lá de dentro
como se existisse um remédio contra a dor
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05 Agosto 2007
i just don't know what to say to make a sunny day. and when i'm all alone, i feel i don't wanna hide.
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02 Agosto 2007
30 Julho 2007
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27 Julho 2007
He'd be a complicated melody
That complicated fellow he
I almost can not sing it on key
India.Arie
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no vácuo do pensamento, no encaixe perfeito, em profundo sentimento, dissera 'eu te amo' como quem fala em cuidar. mãos e joelhos, braços e coxas, pés e pescoços em novas formas de abraçar. solenes os dias, as noites e as madrugadas floridas na cama de amor.
viera o curto tempo, o vento, mais dias, mais noites e tantas outras madrugadas ferventes e frias. se fizera distante. conseguira ver, mas não construira. preenchera o silêncio de vazio, tão vazio fizera este silêncio. não falara de amor, não falara de vida.
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20 Julho 2007
Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo 'eterno') cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) - nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade."
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- eu já falei pra você parar com isso, meu filho...
- não, pai, quebrei o meu pau.
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18 Julho 2007
enquanto penso, não sei se sinto, fujo sem sair do lugar. aperto e sufoco, solto e não liberto, monitoro. leio sete linhas sem pausas e vírgulas, me acalmo: _ nem tudo está perdido pensei o caminho sem a gente perceber é a parte mais linda da viagem. aquela aflição que bate de vez em quando angústia é mais que parte importante do jogo e é quem abre portas. quando andando com medo da incerteza de tudo pisca os olhos rapidinho pra ver se está mesmo acordada se é assim mesmo tudo em desordem dentro e fora. e é. pisca de novo aí já só pra relaxar as pálpebras que sabem que não tem como fugir do que é real.
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sobre uma só pessoa:
17 Julho 2007
online_out of line
sera que ela descobriu que ele só tá com ela por causa da doença da avó?
(...)
she says:
eu não gosto dela. as pessoas tem que saber quando são feias.
(...)
she says:
meu, ela descobriu, certeza!
i say:
*&^%fb&^^)(*&)(&(*JTDTR^&^*$^%$^%
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
*&^%(&**^()*JHVYDTR&%*&YH(*&*B&(F
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16 Julho 2007
New Beginning
Thanks Life for the oportunity ;)

Now don't get me wrong - I love life and living
But when you wake up and look around at everything thats going down
All wrong
You see we need to change it now, this world with too few happy endings
We can resolve to start all over make a new beginning
Start all over . . . . . . . . .
.
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New Beginning - Tracy Chapman
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13 Julho 2007
ever
29 Junho 2007
26 Junho 2007
A Praia

Mesmo que demore
Quero a emoção da conquista
pouco a pouco
pra nunca acabar
Mesmo que demore
Pode ser infinito
muito mais que sonhar
Mesmo que demore
quero desaguar na praia
me deliciar com teus pudores
com teu cheiro profundo
com tuas entranhas
Mesmo que demore
quero a paciência, a dormência, a demência
Mesmo que demore
de mim terás tudo
Doce melado escarrado
perdido delinquentemente seu
Mesmo que demore
quero a manhã do dia seguinte
o braço dormente
a chaleira apitando
a luz do sol no teu bronzeado
aquele sorriso...
Mesmo que demore
te olhar em pêlo
eu desejo
Tirar um téco
e te amar
sem parar, te amar, te amar...
Mesmo que demore
no coração fica mesmo
A lembrança do teu balançado
doçura divina
Mesmo que demore
terei certeza de ter te querido pra sempre
POR GIANCARLO MASTROBUONO
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19 Junho 2007
Foi sexta
(...) sexta-feira foi dia de lua nova, fase de limpar, purificar, renovar. Na lua nova predomina a escuridão no céu... há uma diminuição do campo magnético... um vazio... prevalece o instinto e a consciência que ainda não foi despertada. Na escuridão da lua negra podemos contemplar os nossos objetivos mais elevados e abrir o espaço para que o destino possa agir. É preciso renovar as energias, preparando-nos para um novo ciclo.
Enfim, foi.
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18 Junho 2007
14 Junho 2007
qual a probabilidade de vc - dentro do carro em movimento - sair clicando a praia de ipanema que nem uma turista louca e captar nitidamente seus amigos, também turistas loucos, sem perceber?
a probabilidade eu não sei, só sei que me encaixo nela.
encontrar, encontrar, não nos encontramos, mas agora sei meeeesssssmo: vocês estavam lá!
simplesmente incrivel. é isso que eu chamo de sincronismo. o perfeito sincronismo do acaso.

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12 Junho 2007
03 Junho 2007
do it
assista emma's bliss
assista emma's bliss
excelente
excelente
excelente ;)
Marcadores: a sorte de emma, emma glück, emma's bliss
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01 Junho 2007
todo és una ilusión. escuche.
coloque o fone.
aumente o volume no máximo.
VEJA o som, clicando aqui:
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"silenzio, no hay banda. no hay orquestra. todo és una gravación..."
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28 Maio 2007
e caio sempre me inspirando...
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"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
*
"Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo."
**caio fernando abreu, caio fernando abreu, caio fernando abreu.

prefiro sempre acreditar que ele - sim, o caio - viveu as mesmas coisas que eu, ainda que cada um ao seu modo. me perco e me encontro dentro dessas íntimas prosas e, entre segredos passados, mágoas disfarçadas e eternos presentes, me sinto feliz, muito, muito feliz.
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música da semana: "be thankful for what you got", sampled.
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21 Maio 2007
entre. sintaxe a vontade.

"a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto ou indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas é aposto
(...)
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não

façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
mas sejamos também o anúncio da contra-capa
porque ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
é muitas vezes, encontrar-se com Deus
com o teu Deus
(...)

sem horas e sem dores
que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque...
tem horas que a gente se pergunta
por que é que não se junta
tudo numa coisa só? "
***
Letra? O Teatro Magico, lógico.
Motivo?
Essa foi a única forma que encontrei de agradecer todas as pessoas especiais da minha vida e a energia vital que elas me trazem. Thanks, God. I'm pretty blessed.
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10 Maio 2007
07 Maio 2007
Agora
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24 Abril 2007
li por aí
E a fuga repete, repete, e de repente já não foge de mais nada. E aí você pára.
Até onde uma fuga da rotina consegue ir, sem se tornar uma nova rotina vestindo uma máscara de fugir dela mesma?
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23 Abril 2007
- No. Yes. It gets easier.
The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you...
(de Lost in Translation)
**
"(...) caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo."
(por e-mail)

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11 Abril 2007

Criatividade é coisa pouco usual: assombra.
Transforma a realidade. Desarranja. Subverte. Revela.
Desconfia do que vê e ouve. Duvida do certo. Atua até quando erra.
Infiltra-se nas noções preconcebidas. Diverte.
Perturba certezas estabalecidas.
Inventa novos caminhos e vocabulários incessantemente.
Provoca e muda pontos de vista.
Arte: Paul Von Poser
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09 Abril 2007
por ora

ilustração: giulianna ronna
nestes dias de repouso e tranquilidade olhei o mundo dentro de uma calmaria quase excessiva e sinto-me agora tão e somente tranquila.
não consigo imaginar como serão os próximos meses dentro e fora daqui. não sei qual é a forma que o meu novo eu tomará. não sei a resposta do outro em relação a mim, afinal os outros são o reflexo de nós mesmos no mundo, não?
meus sonhos têm me trazido mensagens incertas que por ora não quero interpretar. alongar o corpo pela manhã tem sido uma forma de espantar qualquer coisa que não esteja intrínseca em mim agora. aliás, só tenho pensado no agora. é quase egoista, é quase irresponsável, é quase animal. é tão palpável que dá gosto de tocar. por ora não peço nada, apenas possuo. por ora sou eu agora. meu eu em profunda mutação.
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28 Março 2007
côncavo ou convexo?
21 Março 2007
20 Março 2007
Do fim de semana:
Entre o melhor do som estão New Order ("Ceremony" encaixada em "Playsong", bela canção do álbum "Disintegration", do The Cure) e Strokes, "What Ever Happened" e minha grande descoberta : The Windsor for the Derby e a ma-ra-vi-lho-sa "Melody of a Fallen Tree".
Comprar trilhas sonoras muitas vezes pode parecer bobagem, já que o espírito colecionador dos musico-maníacos - como eu - faz com que o álbum não seja novidade, pois já se tem as gravações originais (bem) arquivadas em casa. Mas neste caso a boa seleção assinada por Kevin Shields (responsável também pela trilha de "Encontros & Desencontros") faz valer a atenção desperdiçada. A trilha é mesmo, sem dúvida, melhor que o filme!
Borat é too much for my humor. Faltou muito para que eu soltasse pelo menos uma média risada.
Hoje é dia de Os Infiltrados, aí sim. E que a boa expectativa não me decepcione!
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19 Março 2007
amora

(ilustração: sara mello)
ela finalmente tinha nascido, mas era estranho observá-la em meus braços e não sentir aquela emoção que sempre sonhei sentir. ela não se parecia comigo, nem com o pai. olhos bonitos, bochecas rosadas, pouco cabelo, orelhas levemente de abano, sorriso maduro. uma independência implícita em seus traços cruelmente entregava: ela não precisava de mim. talvez este fosse o por quê da silenciosa dor que me tomava desde o momento em que a vi.
enquanto fazia sua mamadeira, deixei-a no carrinho e ela logo saiu caminhando em outra direção. eu queria que ela precisasse de mim, mas no fundo eu também não precisava dela. senti angustia, mas deixei-a livre e assim, ela se foi.
deitei na cama, pensamento distante, profunda frustração, sono pesado. uma enfermeira entrou no quarto confirmando o engano: "aqui está sua filha". ali estava minha verdadeira filha. logo vi nela muito de mim, da minha familia, do pai. ali estava meu amor. tão rapidamente eu já a amava mais do que tudo em minha vida. ela precisava inteiramente de mim. nós já não podíamos respirar sem ela.
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23 Fevereiro 2007
22 Fevereiro 2007
08 Fevereiro 2007
Quando há sol e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas,se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada..."
CFA
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06 Fevereiro 2007
We need to rethink...
"we need to rethink:
copyrights
authorship
identity
ethics
aesthetics
rhetorics
governance
privacy
commerce
love
family
OURSELVES"
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05 Fevereiro 2007
16 Janeiro 2007
15 Janeiro 2007
Before Sunset
Essa cena é de um dos meus filmes preferidos, que não seria nada sem o seu antecessor, Before Sunrise. Difícil descrever o que ela representa para mim.
Peço desculpas aos que:
- Nunca assistiram o filme;
- Não falam inglês;
- Não falam japonês
So, enjoy!
A trilha? Nina Simone, of course... Just in time.
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12 Janeiro 2007
08 Janeiro 2007
post secret
milhares de pessoas do mundo inteiro mandam postais para um cara revelando seus maiores segredos anonimamente. a mania pegou tanto que ele recebe centenas de postais diariamente e resolveu até montar um blog:
doida a necessidade de ferramentas cada vez menos palpáveis para a 'salvação', a busca do perdão por intermédio - somente - do abstrato.
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04 Janeiro 2007
03 Janeiro 2007
Sem ciúmes, sem pressa, sem ódio, sem apego e sem pressões. Sem expectativas, sem promessas, sem cobranças, sem vergonha, e sensível. Sem medo. Sem controle. Sem juízo. Sentindo-me amada com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Sentindo-me íntima da transitoriedade. Buscando o equilíbrio no instável, no insólito, no inesperado, no inexistente... Sentindo-me passageira nesta viagem louca e sem destino. Percorrendo caminhos ainda não trilhados. Ficando cada vez mais e mais perplexa, fascinada e encantada com os novos horizontes. Amando as surpresas todas no momento mesmo em que acontecem.
Quebrando barreiras, de modo irreversível.
Ultrapassando limites.
Buscando (e encontrando!) a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Podendo até ser julgada por minhas atitudes desprendidas e por meu comportamento fora de padrão... Podendo (é claro) ser julgada, mas condenada, jamais!
Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e sagrado período da minha vida. Sugando a delícia doce das coisas livres. Vivendo as maiores e as mais altíssimas paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me estivesse cobrindo com as flores das flores das flores.
Inundado de carinho e gratidão.
Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções.
Com a cabeça nas nuvens, e o coração no infinito glorioso.
Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores breves e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na Praia de Pernambuco, óleo de amêndoas doces, rosas brancas e vermelhas, taças de vinho transbordantes, muita liberdade, muita alegria, saúde, poesia, tesão, gostosura... e tempo livre para viver tudo isso?
EDSON MARQUES
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05 Dezembro 2006
02 Dezembro 2006
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se econtrar
Será que ele vai perceber
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder"*
Por vários motivos hoje eu tinha que ter ido ao Los Hermanos. A serenidade às vezes nos leva a sabedoria sem saber como e nem por quê. O dia não foi fácil, as informações não foram relevantes, mas a energia às vezes faz questão de provar que é a minha maior aliada.
Comecei o dia com uma frase deles (aqui, logo abaixo), e terminei com várias outras intrínsecas em mim. Sentir um êxtase natural num dia como esse não tem preço. Sentir pena do outro pode não ser legal. Sentir-se são e seguro pode ser sábio e precioso.
Só não posto mais alguns trechos Deles* para não parecer piegas. Mas resume a vida. Pra não falar da Nina na volta... = )
Puta que pariu, hoje o show foi animal.
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29 Novembro 2006
16 Novembro 2006
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15 Novembro 2006
Poucas vezes errei de caminho, mas é só porque os caminhos são tão tortuosos, tão sinuosos, que é difícil dizer quando terminei um e comecei outro, quando realmente escolhi ou quando fui a esmo. Na maioria das vezes, vou a esmo. Acredito demais nas minhas entranhas. Desconfio muito da minha capacidade de planejamento. Não sei o que vou estar fazendo daqui a cinco anos e chego atrasada em entrevistas de emprego (mas não me atraso para mais nada).
Odeio uniformidade, odeio unilateralidade, odeio unidireção, odeio “unis” em geral, inclusive uniões. Não acredito em uniões, para ser sincera. Acredito em andar junto. Fundir, não.
Acredito em caminhos tortos, mas não em errados. Nem em certos. Apenas espertos ou burros. Para caminho não se dá nota. Porque notas têm que partir de uma certeza absoluta e ir baixando quanto mais se afasta disso. Só que ninguém sabe de nada, ninguém tem o direito de saber mais, nem a capacidade. Ninguém entenderia porque um caminho limpo e reto me deixaria deprimida. Ninguém entende quando choro estando tudo, tudo bem.
E foda-se.
Não entendo como há gente to tipo terninho, do tipo que limpa nervosamente a boca com o guardanapo, do tipo que sonha com cavalos e seca o cabelo. Não entendo, não faz parte do meu mundo, rio de ironia (são pessoas que ainda não entenderam que vão morrer). Ou de tédio. Rio dos textos lineares. Acho graça em quem tenta fazer da literatura uma arte exata (se isso existe). Não rio de raiva (embora possa acontecer). Rio porque acho fofo. Elementar. Uma infamiliaridade com a escrita igual a que eu tenho com um pincel. Ou com um guardanapo grande.
Mas tento ao máximo respeitar. Tem gente que sabe onde vai estar daqui a um mês e realmente sabe. Eu não sei. Eu prefiro ser surpreendida no meio do caminho. Mudar meu curso, voltar, cortar caminho, ser pega pela polícia, chutar e ser presa, chorar, depois rir de tudo e vir contar. Não sei o que me fará feliz. Sei o que me faz.
Ah, chega.
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10 Novembro 2006

Seria então de cumplicidade maior, num deixar mais sereno, já que diferente não poderia ser. Não teria referência, não seria vivido. Poderia até não ter sofrido, porque da soma faria medo, compensar descompensado; construído, destruído, detonado.
O frio foi olho d'agua. Interrogação. Um quê que leva pra não sei onde. Tudo novo. Tudo novo de novo.
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Unilateral
Assim estou desde que ressucitei da minha cólica: chorando por um olho só. E desta vez não há metáforas.
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06 Novembro 2006
todas as portas e janelas devidamente abertas: assim a tal semana se inicia.
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01 Novembro 2006
25 Outubro 2006
Mas não era disso que eu ia falar... Era mesmo pra postar um texto da Antônia, como sempre, maravilhosa:
*(Sarinha, desta vez a ilustração não é exclusiva, mas já que o texto também não é...)

(Corpos - Sara Mello)
Entreato de um verão: o amor.
Te vejo na pista, me encosto. Te quero. Sou sua. Me enrosco. Na tua. Me leva. Contigo. Pra onde meu corpo possa ser seu território. Onde cada centímetro da sua pele sinta a presença da minha pele. Dez milhões de terminações nervosas juntas, um curto circuito. Eu e você. Percorro teu corpo com a ponta dos dedos, desbravo planícies sensoriais.
Me pega. De um jeito que seja pra sempre. Me guarda no seu coração. Veste minha barriga de Sol, vamos imaginar jardins. Usa suas mãos finas pra tocar meu rosto. Decora cada feição. Enfie seus dedos por entre o emaranhado dos meus cabelos. E puxe. De leve. Juntando seu peito ao meu. Sinta. Tudo bate pulsa mais rápido quando você está perto, aqui, em mim.
Siga o trilho da palma da minha mão e se embaralhe ao meu destino. Minha sua vida. Escrevamos nossa história a quatro mãos. Vamos dissolver fronteiras, percamos a distinção. Eu e tu, teu. Minha pele morena avança sobre tua pele jambo. Meus cachos, teus cachos. Enrolam-se. Misturam-se. Cada gota do seu suor escorre pelo meu corpo, tua regência. Faz calor. Aqui e dentro do mar é tudo uma coisa só. Outra temperatura.
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17 Outubro 2006
16 Outubro 2006
Tua ansiedade

(ilustração: Sara Mello)
Eu já tinha te dito que essa sua ansiedade não ia te levar a nada. Essa tua mania de não fazer mistério, de acreditar que abrir-se é aflorar-se, mas para aflorar precisa regar. Não é unânime esta beleza pura dentro de ti. Essa ingenuidade carente que aperta teu coração não te permite fazer vento, nem brisa, nem mar. Já te disse – e você já prometeu – cuidar mais de si. Do teu canto, das tuas conquistas, do teu coração e da tua coragem. Prometeu em palavras ditas e escritas, em preces secretas, meros papéis rasgados em sonhos sombrios e, na verdade, estas promessas só fazem sentido para você mesma. Ninguém nunca revindicará o mal que faz a si, porque é um mal silencioso que anda te corroendo ao longo dos anos, te fazendo sentir dessa forma que não pode comunicar a ninguém, só a mim. Estou aqui, bem perto, até o fim, seja ele qual for. E que ele brote da tua mais profunda vontade.
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15 Outubro 2006
Quero-te para ti mesmo
e para tua própria vida
Quanto mais fores o que quiseres
mais serás o que eu queria
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04 Outubro 2006

se alguma possibilidade de estar em teus braços novamente me ocorreu ontém, creio que ela me trouxe allegria. bom saber que é isso que me despertas. já me apaixonei pela raiva, pela insegurança, já projetei outros olhos nos meus querendo encaixá-los dentro de visões tão claras e distintas. ja me apaixonei pela distância, pelo não amado, pelo não admirado. me apaixonei então pela incerteza, pelo ciúme que ele gerava em mim, pelas músicas que me remetiam a nós, num estar tão monótono, solitário, infantojuvenil; rico de poesia, mas ausente de cor, ainda que fosse um cinza chumbo, mas nítido aos olhos e ao coração. me apaixonei pela minha própria dor, pela minha amargura, pelo não estar em mim mesma. tive que fazer meu coração entender a tal diferença entre a paixão e projeção, entre o que se tem e o que não se acessa, e de repente, por algumas horas, voltei à estaca zero quando olhei para dentro de mim e senti allegria. foi o que eu senti. foi por você e não por mim. um brinde às sensações nobres.
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03 Outubro 2006
.i.wish.i.wish.
27 Setembro 2006
cfa
26 Setembro 2006
ela acha
ela acha que
ela acha que sente
ela acha que sente saudade
ela acha que sente saudade de
ela acha que sente saudade dele
ela acha que sente saudade dele e
ela acha que sente saudade dele e de
ela acha que sente saudade dele e dela.

Ilustração: Sara Mello
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25 Setembro 2006
19 Setembro 2006
Ain't got no/ I got life

Ilustração: Sara Mello
Agora Jeff Buckley preenche profundamente meus ouvidos brincando de fazer poesia com os sentimentos calados no meu introspecto desde a noite passada. Não pensei nisso antes, mas tudo ganhou uma nova perspectiva: mais realista e mais cruel, porque a realidade é seeempre mais cruel.
Quando escolhi viver aqui e não lá em cima, sabia que seria assim. E teria que partir de mim. Só eu poderia medir a dor de meus ombros pesados despencados de tão alto e escolher encarar o que se tem por aqui.
O tapa não pára de latejar. Faz meses. Já fiquei sem ar, já gritei, já arremessei coisas, cuspi, bati. Já dirigi loucamente, e então me acalmei.
Agora tudo tem rabiscos cinza, numa linha constante e sem fim. Agora é música densa, poesia grossa. É intima melancolia. É pra sempre. Não é escolha, mas não finjo mais. Vejo, não fujo. O colorido sou eu que pinto. E dou tinta e pincel àqueles que eu escolhi.
"What about God?
Why am I alive anyway?
Yeah, what about God?
Nobody can take away
I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile
I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex
I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood
I've got life , I've got my freedom
I've got the life
And I'm gonna keep it
I've got the life
And nobody's gonna take it away
I've got the life"
Nina Simone
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13 Setembro 2006
Plural

Eu nunca permiti que uma alma fraca me roubasse energia. Ou sempre me enganei. Hoje a leveza acordou comigo e horas depois fui me sentindo fraca de um jeito que meus músculos não conseguiam esticar meus lábios. Assim, me calo.
Sozinha no carro, nem liguei o som. Não me deixei permitir, isso sim. E me cobro, como eu me cobro... assim foi por toda a manhã.
Num outro momento, e num patamar maior, uma angustia em querer carregar no colo pessoas grandes em momentos frágeis. Isso me tomou. Descobri a tarde que a angustia da manhã não era angústia, era pretensão. Quis então, ali e aqui, em pensamento e meras palavras jogadas, borradas, mal ditas, poder elevar quem estava sem chão. Foi quando pensei que carregar o grande pode ser mais fácil do que lidar com o pequeno. Sentir contagio com o sublime é desafiar a perdição.
Sua tristeza é bela. Sua tristeza é cheia, transborda beleza.
Sua, suas. Acabam sendo nossas.
Catarse.
Compaixão.
Ilustração: Sara Mello
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Ilustração: Sara Mello
Caio Fernando Abreu
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12 Setembro 2006
06 Setembro 2006
.mais.e.u.

O feriado vai encurtar a semana e um pouco das olheiras de abatimento. Andei alegre e angustiada, uma infeliz combinação. Hoje os minutos passaram rápidos e densos, e, ao fim do dia, sinto um alívio são.
Questionei sombras invisíveis e fragilizei-me frente a mim mesma quando discretamente tentei me olhar no espelho e não consegui. Persisti. Eu sempre persisto. Gosto do que vejo agora. Admiração profunda ao louvável.
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04 Setembro 2006
Com muito orgulho...
O trabalho da jovem arquiteta e designer Kelly Pisacane não se caracteriza apenas pela nobreza das jóias, mas pela arte de transformá-las em pequenas esculturas. Detalhes são cautelosamente aplicados em suas criações, tornando-as referência de qualidade, acabamento e bom gosto. Sua arte simboliza a união do romântico ao contemporâneo, da doçura à extravagância, criando peças que agregam feminilidade e personalidade a quem as veste.|
29 Agosto 2006
24 Agosto 2006
***
Manu escreve. Sara lê. Sara cria. Manu posta.
Demais! ; )
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23 Agosto 2006

Dias antes poderia ter saído no mínimo ilesa, mas não me permiti. Nas noites seguintes o pensamento era outro e hoje já não sei qual é. Tenho dormido com a cabeça vazia entre as caixas de minhas recordações, enquanto a luz não vem clarear meu quarto escuro contando um pouco do que está por vir.
Agora é uma mistura de ausência e presença, minha e sua. Os quatro olhos brilhantes, o sorriso doce, as fortes gargalhadas. As barrigas grudadas, os desenhos de nossos corpos se misturando, antes realistas e hoje surreais.
Lembrei das gotas de água quente, do abraço apertado, dos beijos nos olhos fechados imaginando as nuâncias de seu rosto, em uníssono, silenciosamente me pedindo para nunca mais sair dali.
Hoje, no espaço infinito da nossa ausência, penso que gosto do que tenho por aqui: Me and myself imensamente elevados após sua presença dentro e fora de mim. Tudo junto de uma só vez. Peço desculpas por não poder me expressar.
Vai e volta. Ou vá e não volte. A gente nunca sabe o que faz. Agora não quero saber. Déja vu.
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20 Agosto 2006
i´m coming home, i´m coming home to make it all right, so dry your eyes...

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16 Agosto 2006
13 Agosto 2006
E aí, o que vai rolar hoje?
new me diz:
acho que nada, vou arrumar as paradas aqui, amanha começo na dentsu, tenho que arrumar um monte de coisa...
new me diz:
o pepe vem aqui, o caio, kelly e tal
Rico diz:
eh mesmo? que horas?
new me diz:
logo menos
new me diz:
devem estar a caminho
new me diz:
se quiser vir... VEM!!!
Rico diz:
si, vou tomar um banho depois passo ae
new me diz:
"suponhamos que" você queira vir, sinta-se a vontade!!!
Rico diz:
suponhamos que eu vá, levo alguma coisa?
new me diz:
ah, eu topo tomar um cerevjinha facil
new me diz:
aqui ainda nao tem nada, liguei a geladeira hoje
Rico diz: ok new me diz:
suponho que se vc trouxer eu tomo
new me diz:
mas é só uma suposição
Rico diz:
supondo que eu tivesse dito que traria cerveja, era brincadeira, né
Rico diz:
é difícil conversar assim hein?
new me diz:
né???

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09 Agosto 2006
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02 Agosto 2006
Tudo enquadrado/ em quadrado

RELATO DE UM CERTO ORIENTE, MILTON HATOUM
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01 Agosto 2006

ilustração: giulianna ronna
Espírito, incosciente e realidade alinhados.
As oscilações agora estão dentro de um bem estar sublime.
Descobertas. Surpresas. Conquista.
Eu tô feliz pra caralho.
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07 Julho 2006
[Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.]
CLARICE, CLARICE.
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Procurei ouvir de olhos fechados tudo o que diziam ali, para que eu não perdesse a concentração, mas ainda sim em certos momentos me peguei pensando em coisas supérfluas como o mocinho do fim de semana. Então comecei a rezar. Pedi a Deus concentração. Pedi que Ele abrisse meu coração para aquilo que amorosamente estava sendo-me oferecido. De que adiantaria estar com a carcaça a postos naquela cadeira se meu coração não estivesse inteiramente ali? Aos poucos fui conseguindo guiar minha energia e tudo que eu ouvi começou a fazer sentido para mim. Muito sentido.
Parecia pegadinha. Uma pegadinha do bem.
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11 Junho 2006
(**)
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02 Junho 2006
*A pose é um antigesto.
O gesto é uma antipose*
31 Maio 2006
Meninas, JAMAIS tentem resolver nada com a telefônica em dias de tpm. JAMAIS.
25 Maio 2006
e que a verdadeira realidade só é encontrada nos sonhos.
Para digerir a felicidade natural, como a artificial,
é preciso, antes de tudo, coragem para engoli-la.
BAUDELAIRE, PARAÍSOS ARTIFICIAIS
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22 Maio 2006
Drifting...
Through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
Wear it so well
Tied up and twisted
The way Id like to be
For you, for me
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15 Maio 2006
beats
Eu definitivamente SOU LOUCA POR MÚSICA AO VIVO. LOUCA.
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12 Maio 2006
***
09 Maio 2006
Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
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03 Maio 2006
*Simple as that*
A Energia tem se manifestado em minha vida de uma forma louca, chega a ser palpável, literalmente.
É ela que rege o mundo todo, todos nós, seres humanos e não humanos. Cada célula, cada átomo, cada micro-partícula.
O som, o cheiro, o pensamento. Ah, pensamento.
Intuição. Percepção. É tudo culpa da Energia.
É poderosa. É minha religião.
Simple as that.
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26 Abril 2006
***
24 Abril 2006
ella
com essa mania de dois elles
os dias andam peculiarmente bellos
pensamentos
quanto maior a luz, maior a sombra
eu sempre acredito
a minha realleza . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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19 Abril 2006
Analogy

"É como se você não tivesse sido convidada para um festa e ligasse para a aniversariante para dizer que não vai poder ir."
{Sooo...................... be quiet!}
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17 Abril 2006
Para uma avenca partindo

Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço (...)
De O OVO APUNHALADO
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11 Abril 2006
*** Grita!
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por Antonia Pellegrino
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
Com você, eu quis. O silencioso fluxo amoroso. Pra você, eu quis dizer as palavras mais belas do mundo, dizer que sou sua, que as nossas noites me emocionavam, que eu poderia dividir os meus dias com você. Eu não só quis dizer como quis ouvir, que era sua.
I would have brought you the sun, making you smile. That was my fun.
- Vai e não volta, por favor.
E você foi, me deixou aqui, acompanhadas pelas gérberas rosa, pelo gato, pela melancolia, garrafa de vinho, pelo Chet, chorando um amor que partiu, derramando lágrimas sobre os meus peitos inchados.
O problema é que eu aprendi a amar grande, errado, fodido.
E você nunca deixou que eu te amasse, inteira. Você sempre soube sair e não voltar, suspendendo o meu afeto, abafando essa história, sucessivamente, até que eu fosse obrigada a me proteger.
- Você é ansiosa.
- São muitos meses.
De uma história que se chama história interrompida, e é cheia de sentimentos frustrados, que foram sendo asfixiados nesse apartamento.
A gente foi se asfixiando nesse apartamento.
***
"As mulheres sempre sentem o impulso irresistível de resgatar os homens deles mesmos", Rosa Monteiro, em "Paixões".
Mas agora, chega.
***
Por outro lado, é realmente milagroso que um homem e uma mulher se encontrem. E fiquem juntos, mesmo na adversidade. E comunguem idéias semelhantes, ou diferentes, mas que interessem a ambos. E que gostem de música, de conversar, de sentir o cheiro da pele um do outro. Ao contrário do que eu disse, nós tivemos muitas coisas sim. Aprendemos a dançar nas noites de bebedeira, a ir desembestados até pararmos em quartinhos imundos no Catete, onde nos perdíamos um no olhar do outro. A gente teve fases, a gente se apaixonou, se desapaixonou, se reapaixonou, se largou pra se juntar de novo na próxima esquina, numa atração, que às vezes, pra mim, parecia irresistível. E sempre rimos juntos, essa é das coisas mais extraordinariamente belas que pode acontecer entre duas pessoas. Rir junto. E trocamos idéias, carinhos, remédios, e fomos musos um do outro. Nos divertimos a valer. Sim, nós fomos do caralho. Chegamos até a compartilhamos a intimidade um do outro, nosso mundo íntimo, delicado e pessoal, belo e trágico, cheio de alegrias e muita, mas muita dor.
É de fato espantoso que duas pessoas, ainda possam se encontrar. E que possam se amar, e que como todo amor, esse seja mais um amor a acabar...
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
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31 Março 2006
Pêra, Peruda, Pereira
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27 Março 2006

A fotografia nunca se basta, ela é sempre o recorte de um olhar no mundo. Tem vezes que queremos ampliar as bordas da foto, ver mais, para além. Mas também acontece de ser difícil suportar aquela restrita verdade, ver menos, fingir. E, no mais das vezes, um caso ou o outro é sempre a mesma coisa. Sei que cada vez mais, nas inúteis paragens por onde tenho construído a minha vida, acredito em um olhar específico: o olhar poético. De algum modo, a arte nunca se basta, e talvez ela seja uma só.
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23 Março 2006
sempre [CLARICE]
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16 Março 2006
**
**
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**
Eu digo uma coisa, ele entende outra
Fica tudo sem começo nem fim
Quem dera eu pudesse contratar um dublê
Pra terminar certas cenas por mim
MARTHA MEDEIROS, POESIAS REUNIDAS
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13 Março 2006
Ponto
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04 Março 2006
and the Oscar goes to...
Depois que assisti Capote cheguei a conclusão de que ele está concorrendo ao Oscar sozinho. O filme não existiria sem ele. Excelente atuação a cada segundo. Excelente.

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O QUE FICA EM MIM
É CADA VEZ MAIS ESSENCIAL.
Caio Fernando Abreu, do blog delaaa, e sempre em sintonia com elaaa.
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24 Fevereiro 2006
I like it, I like it. Yes I do.
Como de costume digo: minha droga é o rock' n roll. Viajo, deliro, tenho sensações jamais sentidas, vou para lugares desconhecidos, onde eu jamais estaria senão com a magia do bom, velho e novo rock'n roll. Desta vez me calei.
O show do Rolling Stones me surpeendeu. Como pode 1 milhão e meio de pessoas de todas as classes socias em harmonia por um propósito em comum?
Fui para o Rio sem saber o que esperar do show, da violência, da organização. Mas fui e fui feliz. Três horas e meia de caminhada até Copacabana e a energia só se elevou a cada quilômetro. Quando cortamos caminho pela rua paralela a praia vivenciei a mais pura definição do caos, mas essa parte pula, porque de fundo, eu relevei.
Quando - finalmente - chegamos na areia começamos a rir. Ao fundo os Titãs cantavam Sonífera Ilha e nós lá, mais acordados do que nunca. O som tava ok, o palco - gigante - tava mais em vista do que eu esperávamos, só me restava rir mesmo.
Quando o show começou caminhamos mais pro meio, os morrinhos de areia aos poucos foram desmoronando e meus olhos - nos meus quase 1,60 de altura - alcançando perfeitamente um dos telões da areia, metade do telão do palco e boa! Pra trás tinha um mar de gente e uma lua de tirar o fôlego. Para a esquerda uns 100 barcos iluminados bem perto da costa. A minha direita - isso foi foda - todos os prédios lotados de gente do primeiro ao último andar e a minha frente mais e mais gente e os queridos Stones quebrando tudo pra valer. O Mick Jagger só pode ter parado no tempo, não é possível tanta energia. Valeu tudo, a expectativa, as companhias, a panturrilha doendo e o caos depois do show, afinal o Leblon já estava mais longe do que nunca e só nos restava andar, andar e andar.
Domingo ensolarado, praia do Leblon, Suvaco do Cristo, Baixo Gávea, Dutra de madrugada e finalmente dia 20 chegou!
Meu frio na barriga começou forte às 5 da tarde e não parou mais.
Já no Morumbi, quando eu estava chegando no portão 2, começou um agito muito forte de fãs e quando olhei pro lado - eu tava rente a grade do estádio - há três metros de mim estava o Bono, em cima de um carro, com seu chapéu de palha cowboy, acenando para nós lá fora (sou eu que persigo o Bono ou é ele que me persegue?!). De novo entrei rindo, gargalhando, feliz da vida, fazer o quê?
Quando a energia nos conecta a alguém não é preciso celular, entramos e já encontramos quem precisávamos sem marcar ponto de encontro. Sintonia, sincronismo, sintonia, sincronismo. A-mo!
O show do Franz Ferdinand, que eu adoro, foi relevante. Legal, mas a responsabilidade de abrir U2 é grande.
Tô ficando sem palavras de novo.
Olha, foi aquilo que vocês viram ao vivo, ou pessoalmente, e muito mais. Ficar na pista foi perfeito, chorar com Miss Sarayevo e the universal declaration of human rights foi perfeito. Olhar os sorrisos, ouvir os berros, o som redondo, os efeitos de uma cenografia alucianante, o escuro com milhares de celulares acesos, o coro em Elevation e Beautiful Day a serenidade dos amigos, a saudade de quem tava longe, um pouco de muito amor num mundo muito, muito cruel.
Demagogia demais? Talvez, mas um espetáculo de caráter universal, onde não é preciso falar inglês para entender que o mundo precisa de mais amor e menos ambição. Falo de amor ao próximo que Vertigo pregou como COEXISTÊNCIA. É o fato de não apenas existir, mas fazer-se existente pelo outro e para o próximo, principalmente. Assim é que eu entendo.
Love. The secret is yourself.
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16 Fevereiro 2006
Rolling Stones & U2
14 Fevereiro 2006

Desculpe,
Não tenho tempo de te amar tão cedo,
Sei que arde a pressa que atravessa tua garganta
Na insistência da hora que demora em se arrastar.
Desculpe,
Já não tenho tempo para mentiras
Não queira para ti este compromisso submisso
Em tardes e noites que não faz sentido te amar.
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31 Janeiro 2006
New Beginning
E que nem sempre pode-se esperar o mínimo de bom senso do outro.
Assim é.
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30 Janeiro 2006
Do céu
Vago? Nem tanto.
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26 Janeiro 2006
A – boa – expectativa é uma linha em ascensão alimentada pela força de vontade.É querer e saber onde chegar.
A – boa – expectativa tem me enchido de allegria.
Faz tudo que é ruim bater e voltar.
Detém o mau.
É minha conquista, meu suor de cada dia.
É o Bem propagado adiante.
É meu, é seu, é nosso.
Assim será.
ilustração: giulianna ronna
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17 Janeiro 2006
Por um pouco mais

Ontém ela realmente pensou em voltar atrás. Não que antes tenha sido a dona da história, aquela que toma o rumo das tempestades repentinas, mas de alguma forma o sentido a aguçou. Inteira.
Ainda que incerta, pensou em fazê-lo. Os pêlos se arrepiaram como quem é tocada pelo ser amado. Em pensamento.
Idéias iam e vinham vivas de incompletude e, quase gritando, se calou. Calou-se e pôs-se a escutar por horas e horas a lenga-lenga da palavra sem nexo, sem interesse, sem porto de chegada. O movimento dos lábios sem gosto que não fazem nada senão gesticular.
Por minutos sonhou que pudesse tocar e então pediu, forte: toque-me você.
Os olhos continuavam abertos, cheios de dizeres, estalando vida a cada piscar. Estava profundamente cansada. A vista - da vida - pesada. Pôs-se a sonhar.
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13 Janeiro 2006
Star me up
Bossa 'n Stones é minha mais recente descoberta... São releituras de várias músicas do Rolling Stones num clima bossa-lounge, cantadas em voz feminina pra lá de sensual reunidas em um único cd.
Garante boa paisagem sonora para vários momentos e, de quebra, dá aquela esquentada para o show mês que vem.
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12 Janeiro 2006
Os acrobatas
Ontém, menos sensível que da outra vez, e ainda sim apta a captar toda doçura e grandeza daquele que veio ao mundo para ser allegre e viver de paixão. Até a última gota. Ter medo de amar não faz ninguém feliz. Subamos... ; )
Subamos!
Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse fisica dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.
Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesurados
Na calma convulsa da ascensão.
Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.
Como no espasmo.
E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus
Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.
E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.
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11 Janeiro 2006
inevitável. assim tem sido...

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10 Janeiro 2006
09 Janeiro 2006
(geometric composition - max bill)"Embriaga-te sem cessar...
De vinho, de poesia, do que quiseres enfim,
mas embriaga-se de VIRTUDE..."
______adaptação de poema de Baudelaire_____
e mais:
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
____Saramago___
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06 Janeiro 2006
The Cure
Tuesday's grey and Wednesday too
Thursday I don't care about you
It's Friday i'm in love

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O olhar vasto que nem sempre mira em minha direção, ainda que penetre firme e incisivo dentro do meu íntimo, ainda que seja intensamente para mim. Só para mim.
Nosso infinito vaga por anos, entre idas e vindas, tardes e noites, entre multidões e quatro paredes, as íntimas paredes do nosso ser.
Não me faça cruel, meu pedaço secreto de emoção.
Desvenda, explora, navega.
De verdade.
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05 Janeiro 2006
Precious thing
04 Janeiro 2006
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03 Janeiro 2006
**
ROSA MONTEIRO - "PAIXÕES"
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02 Janeiro 2006
26 Dezembro 2005
españollita...
23 Dezembro 2005
**
AUDREY TAUTOU
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19 Dezembro 2005

O meu ideal seria viver tudo em romance, repousando na vida –
ler as minhas emoções, viver o meu desprezo delas.

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15 Dezembro 2005
Uol confirma...
Em seu site oficial, o guitarrista mexicano Carlos Santana anuncia três apresentações no país, em São Paulo, Rio e Porto Alegre, nos dias 15, 17 e 18 de março, mesmo mês em que passam por aqui os ingleses do Jamiroquai.
Além disso, é possível que ainda em março venha para o país a aguardada banda escocesa de rock Franz Ferdinand, conforme afirmou o guitarrista Nick McCarthy a UOL Música, em entrevista exclusiva. Oasis, Coldplay, Fatboy Slim e a cantora Lauryn Hill (pu-ta-que-pa-riu!) são alguns dos nomes internacionais de peso que também estariam em negociações para realizar turnês brasileiras em 2006.
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11 Dezembro 2005
Na Moska!

Pronto, agora que voltou tudo ao normal. Talvez você consiga ser menos rei e um pouco mais real. Esqueça, as horas nunca andam para trás. Todo dia é dia de aprender um pouco do muito que a vida trás.
Mas muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais. Viver tá me deixando louca, não sei mais do que sou capaz. Gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Muito pra mim é tão pouco e pouco eu não quero mais.
Chega! Não me condene pelo seu penar. Pesos e medidas não servem pra ninguém poder nos comparar. Por que eu não pertenço ao mesmo lugar em que você se afunda tão raso, não dá nem pra tentar te salvar...
Veja, a qualidade está inferior... E não é a quantidade que faz a estrutura de um grande amor. Simplesmente seja o que você julgar ser o melhor, mas lembre-se que tudo que começa com muito pode acabar muito pior...
Porque muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais. Viver tá me deixando louca, não sei mais do que sou capaz. Gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Muito pra mim é tão pouco, e pouco eu não quero mais...
Pouco eu não quero mais...
Pouco eu não quero mais.
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09 Dezembro 2005
2006
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O trecho a seguir me emociona muito. Ganhei de presente numa cartinha de aniversário que a Pó me deu. Ele me despertou lágrimas de alegria, inexplicável.
Ontém sai da terapia pensando nele e chegando em casa fui reler...
Hoje entrei no blog da Dani e lá estava, só que em português. Puta sintonia, loira!
Vale compartilhar...
"...cause the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like a fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes " Awww!"
ON THE ROAD, JACK KEROUAC
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08 Dezembro 2005

"...as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas."
O PERFUME , PATRICK SÜSKIND,
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05 Dezembro 2005
**
01 Dezembro 2005
O tempo todo vejo coisasO que quero, o que não quero, o que não devo
Não deveria
Vejo de dentro
Vejo de fora
Vejo por dentro
Não vejo por fora
Não enxergo
Não vejo
Vejo e não me vejo
Não sabe que vejo, e enxergo
Tento não enxergar, mas vejo
Vejo, enxergo, falo, sinto
Ouço
Capto
Ensurdeço
Emudeço
Tudo é poder da visão
...
Eu não existo se você não me vê.

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30 Novembro 2005
29 Novembro 2005
Lauryn always says that...
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"... e que toda minha loucura seja perdoada,
pois metade de mim é amor...
e a outra metade também..."
dani dani feder
bru bru lynch
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28 Novembro 2005
a nossa versão...
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25 Novembro 2005
bEaUTy

Uma pesquisa realizada pela University of St. Andrews, na Grã-bretanha, revelou que as mulheres com rostos mais bonitos normalmente têm níveis elevados do hormônio estrogênio, ligado à fertilidade.
Durante a puberdade, o estrogênio influencia muito na aparência, afetando a textura da pele e a formação óssea, segundo os cientistas. As pessoas do sexo feminino com altos níveis do hormônio tendem a ter traços femininos mais finos, clássicos, como olhos e lábios grandes, testa larga, mandíbulas e narizes menores. CURIOSO, NÃO?
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VANESSA DA MATA
Cada um sabe dos gosto que tem?Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém
O mundo todo reside, dentro, em mim
Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz

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24 Novembro 2005
sexta, 25 de novembro

Gente,
Toda última sexta-feira do mês a Rain, onde eu trabalho, organiza a Odisséia de Cinema no Espaço Unibanco. Trata-se de filmes intercalados com balada. Os primeiros filmes são sempre pré-estréias, os do meio filmes surpresas e os útimos trash cults. Quem agüenta toda a jornada ainda tem café da manhã na faixa.
O preço, 15 reais, é honestíssimo e aceita carteira de estudante, como em qualquer cinema.
Quem for vai me trombar por lá!
PROGRAMAÇÃO:
::...Sala 1...::
23h40 - QUERIDA WENDY (Dear Wendy)
Direção: Thomas Vinterberg – 2005 – 101 min./ Roteiro: Lars Von Trier
02h - FILME SURPRESA
04h – MISTÉRIOS DA CARNE (Mysterious Skin)
Direção: Gregg Araki - EUA/ Holanda – 2004 – 99 min.
23h40 - FAMÍLIA RODANTE
Direção: Pablo Trapero - Brasil/Argentina/Espanha/Inglaterra – 2004 – 100 min.
02h - FILME SURPRESA
04h – BROTHERS
Direção: Susanne Bier – Dinamarca – 2004 – 110 min.
Espaço Unibanco:
Rua Augusta, 1475

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23 Novembro 2005
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Em dezembro, ainda sem data definida, estréia nos cinemas o documentário “Maria Bethânia: Música é perfume”. O intuito destes longas é quase sempre inteiramente comercial, mas a idéia só me agrada. Gil, Chico, Nana Caymmi e Caetano, todos juntos numa coisa só. Ueba! Quer ver o trailer?
Além disso tem documentário do Caetano pintando por aí... Produção da Cine e Digital 21.
Música e perfume: Não tem cosia que faça você, em fração de segundo, visualizar, sentir, viver, lembrar de tudo sobre um assunto. É a música... é o cheiro. BETHÂNIA
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22 Novembro 2005

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21 Novembro 2005
Jóia rara
A nova moda agora é transformar os defuntos em diamantes. Isso mesmo.
Leve 500 gramas de cinzas humanas a um calor de 1500° C, com uma pressão X, que o sal se separa do carbono (bla bla bla) e entre quatro e oito semanas o diamante está pronto. Basta tirar do forno e decorar.
A receita gera diamantes de 0,4 a 1,0 quilate e o preço do trabalho varia entre 12 e 35 mil reais.
Que tal andar com mamãe, papai ou vovô pendurado no pescoço, orelhas e afins, hein? Quer comprar?
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20 Novembro 2005
Mentirinhas
Dos prédios altos
Fincados nos topos
Dos morros
Das coberturas
Com piscina
Dos conjugados
Sem vergonha
Das janelas
E monitores apagados
Do rosto triste
Da criança na rua
Sonhando lençóis limpos
E cabelos claros
Do sangue derramado
No meu tapete
Dos pontos abertos
Que nunca fecharam
Dos beijos que deram
Para não dormir sós
Do sonho que sonharam
Para esquecer de morrer
Da musica que embala
Um cinema vazio
Da prece que ecoa
Numa igreja vazia
Dos quartos de hotéis vazios
Às quatro e meia da manhã
Das ondas que quebram vazias
Às quatro e meia da manhã
Dos bares e garrafas vazias
Às quatro e meia da manhã
Do samba triste e sem dono
Às quatro e meia da manhã
Do latido de todos os cães
Às quatro e meia da manhã
Por trás de tudo isso
Às quatro e meia da manhã
Tem eu
E tem você
Por JOÃO PAULO CUENCA
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Guts

O lance da boa expectativa é de fato verdadeiro. Não sei ao certo quais são todas as minhas expectativas do momento, mas sei que “expectar” está sendo bem legal. O caminho será percorrido de um jeito ou de outro, então que seja em grande e luminosa espera. Não existem atalhos para qualquer lugar que valha a pena, certo?
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Do meu terceiro andar sobre o infinito, no plausível íntimo da tarde que acontece, à janela para o começo das estrelas, meus sonhos vão por acordo e ritmo com a distância exposta para as viagens aos países incógnitos, ou supostos, ou somente impossíveis.
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"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é." CAETANO
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“Basta que eu veja nitidamente, com os olhos ou com os ouvidos, ou com outro sentido qualquer, para que sinta que aquilo é real. Pode ser mesmo que eu sinta duas coisas inconjugáveis ao mesmo tempo. Não importa.” F. PESSOA
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“O meu ideal seria viver tudo em romance, repousando na vida – ler as minhas emoções, viver o meu desprezo delas.” F. PESSOA
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“O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos de acordo com nós mesmos.”
F. PESSOA
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18 Novembro 2005
By mail
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O segredo dela

Durante algum tempo ela acreditou que teria algo por vir. Não por razão, por um instinto que teima em esperar qualquer que seja o movimento. Um instinto enganoso que não tem outra razão, senão o estar sendo.
Passaram-se meses e ela sempre a brilhar. Sempre. O sorriso grande transforma tudo em felicidade e perfeição; mas esconde segredos. Vem em forma de grito, lágrima, escuridão; se esconde em sangue, dor, em depressão.
É sonho e pesadelo. É perda e apego. Fusão. Que medíocre sensação. Emoção analfabeta, embriagada de decepção.
Deixa teu coração aceitar, o tempo passar, a vida quer te mostrar. Veste teu sorriso lindo, teu sonho mais vivo, não se deixe enganar. Ficou pra trás, ficou vão. Não tem sentido, não tem fundamento, é apenas ilusão.
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17 Novembro 2005
15 Novembro 2005
Da sessão pérolas (da vida real)
11 Novembro 2005
Pérolas
A realidade é triste, mas preciso compartilhar, caros leitores!
***
"O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas.."
"O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!"
"Enquanto isso os Zoutros... tudo baixo nive..."
"A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata
Atlântica da região."
"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém
individualmente."
"Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele."
"É um problema de muita gravidez."
"A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando"
(Foi trazida nas caravelas, certo ?)
"O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos
que nos unir para realizarmos parcerias juntos."
(Não conte comigo!)
"Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais uns aos outros"
"Ultimamente não se fala em outro assunto anonser sobre os araras azuls que ficam sob voando as matas."
"Eu concordo em gênero e número igual."
(Eu discordo!)
"Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos."
(Ui!)
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Caminhos...
Meu Zeloso Guardador
Se A Ti Me Confiou
A Piedade Divina
Sempre Me Rege
Guarde
Governe
Ilumine
Amém
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Perfeito para o dia de hoje
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Eu quero assistir "Manderlay"!
LARS VON TRIER, fodão ;)
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09 Novembro 2005
Ando me sentindo sozinha. Morar sozinha tem destas coisas, não tem como chegar em casa 365 dias por ano e sentir aquele puta bem estar. Estou louca para ter uma cachorrinha, ela até tem nome, Amora, seria uma yorkshire, mas tenho certeza que se eu cometer essa loucura, um dia chego em casa e ela estará enforcada no lustre de tanta solidão. Não páro em casa, nunca parei, minha mãe que o diga. Sou foda. Ando tentando me convencer que ter um gatinho pode ser legal. Nunca me senti muito a vontade com os felinos, mas eles são quase tão independentes quanto eu, são limpinhos, não enchem o saco de niguém (?) por que não, hein? Também não sei... Outro dia tava na casa da Ropy e, juro, nunca ninguém me olhou tão profundamente nos olhos que nem a Donna, a gata dela. E olha que eu sou de olhar nos olhos de todo mundo e costumo me relacionar com quem também o faz. Mas ela me encarou de verdade, até que eu ficasse sem graça e desviasse o olhar, como se estivesse compartilhando todos os meus pensamentos, de verdade, por osmose. Não sei, me acalmou.
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07 Novembro 2005

O que te move?
Você realmente conhece as pessoas com quem se relaciona?
Morreria por uma causa ou por alguém?
Deixaria uma pessoa te controlar?
Acredita no amor?
Já encontrou o que procurava?
Está mesmo contente com o mundo?
Qual é o seu protesto?
REVISTA SIMPLES – sociedade criativa
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03 Novembro 2005
E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora,eu quero chegar antes.
Pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus.
Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone.
E vendo doer a fome dos meninos que têm fome.
ADRIANA CALCANHOTO
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28 Outubro 2005
Eu tava esperando estrear Cidade Baixa desde que fui assistir Gaijin, ama-me como sou. É um dos três filmes que estava faltando para completar a minha listinha de filmes do momento. Hoje o fiz. Depois de uma sexta preguiçóóósa, salinha de cinema privê, pipoca e três amigas para compartilhar as cenas quentes e I N T E N S A S com direito a gritinhos e comentários excitantes a la vonté.
Pra começar, o elenco: Lázaro Ramos, Wagner Moura (êêê lá em casa) e Alice Braga. A direção – sensacional - é de Sérgio Machado e o lugar? Salvador. Tudo de bom, meu rei, tudo de bom. Não vou parar pra contar nada, vale mesmo sair correndo para assistir assim que estrear. Mais uma vez, palmas para o cinema brasileiro!
E por falar em Gaijin, este não fica por baixo. O filme retrata a história da imigração japonesa no Brasil, o enredo é maravilhoso, fotografia e trilha sonora incríveis. Marcou porque há tempos não me emocionava tanto com um filme. Pena ter ficado só duas ou três semanas em cartaz, assim como Três vidas e um destino (Head in the clouds), que eu só tô esperando sair na locadora para assistir de novo. ; )

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27 Outubro 2005
Ai
Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas as tentativas de comunicação.
Tenho vergonha de gritar que essa dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
CAIO FERNANDO ABREU

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26 Outubro 2005

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24 Outubro 2005
19 Outubro 2005
...Keep Walking...
O bando de manés que se infurnava lá deve estar bem frustrado, mas a prefeitura mandou bem de fechar aquela merda. E a Johnny Walker de aproveitar a deixa.
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O corpo? Parado. Meus olhos não se mexeram, o olhar disse mais.
Dez – arrastados – minutos se passaram; queria, mas não levantei. Tava frio.
Não virei a página. Ao contrário, dobrei-a no meio. Assim ela fica marcada, dá destaque.
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14 Outubro 2005
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FERNANDO PESSOA
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11 Outubro 2005
10 Outubro 2005
bela ilhabela

foi um mergulho gelado na praia do jabaquara, fim de tarde, que me fez chegar até aqui.
como se eu tivesse vindo daquele impulso de pura felicidade, nadando borboleta, dando estrela na superpefície da água e parado direto no escritório, bem aqui na minha mesa, ainda ofegante, num misto de cansaço e allegria, desentendimento e emoção e já sem forças para a semana que começa.
finjo que não é comigo.
thanks god ; )
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07 Outubro 2005
Foward it

Você é FM, ok?! Um dia sai pra balada, conhece um cara tudo de bom, mas ele é AM. FM é cantoria, AM é pura falação.
Até aí, pouco importa. Ele é inteligentíssimo, descolado, te come com os olhos, tem a pegada, pra quê mais?
O cara te liga, vocês saem para jantar.
Ele: - “Porque a economia, a bolsa de valores, Weber, minha família, Isolée..."
Você cada vez mais derretida...
No dia seguinte, com suas amigas: - “Ele é tudo, o cara mais fantástico que eu já conheci, fascinante...”
Elas: “Mas e aí amiga, ele canta?”.
Você: “Lógico, mas tudo tem seu tempo... Calma, sem pressa.”
O tempo passa, digo, alguns meses passam, os encontros continuam e o AM sempre ligado nas últimas notícias:
- “Porque o reverendo, a crise política, o falso testemunho... Hoje a noite vai gear, sabia?”
Calada, você reza: - ”Canta, cara, canta pra mim! Eu sei que vc canta, vamo lá, sem medo!”.
É quando chove, chove, e não molha, certo? Neste ponto você já nem se abre mais com as amigas.
Elas falam: - “Cai fora antes que seja tarde demais, o cara não canta!”
Você, mais do que nunca, sabe que ele está prestes a cantar. Elas não sabem o que estão falando, elas nem o conhecem!
Mais alguns meses se passam, vocês juntos, mas nem tanto, se é que você me entende. A maldita falação continua.
Dói. Algo começa a doer muito. De verdade. Corrói.
Você tropeça e cai. Surge a terrível - e ainda suspeita - percepção de que ele não vai cantar.
É, amiga, ele não canta. Não quer cantar para você e nunca disse que iria, de onde você tirou isso?
Arrasada, você junta seu trapos, destrói o castelo que você construiu e parte pra outra, baby, são sintonias completamente diferentes.
Mas fique ligada: Existem as rádios Pirata. Elas nunca pegam direito, mas sempre interferem onde não são chamadas. Ou será que você ainda insiste em sintonizá-las?
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06 Outubro 2005
Troca-troca com Daaaani

(...)
- Alguma coisa se perdeu.
- Onde fomos? Onde ficamos?
- Alguma coisa se encontrou.
(...)
- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
(...)
- Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder."
CAIO FERNANDO DE ABREU
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04 Outubro 2005
NÃO!
BENJAMIN FRANKLIN
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29 Setembro 2005
A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
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diz que diz que diz que diz

semana que vem inaugura a loja das queridas e talentosíssimas bela, carlinha e bebel.
roupas deliciosas e biquinis lindos de morrer...
é a Triya, que a partir de 4 de outubro estará de portas abertas na rua dos garimpeiros, 21, no itaim bibi.
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28 Setembro 2005
morcheebamorcheebamorcheebamorcheeba
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27 Setembro 2005
Parafraseando...

"Num raio de cem quilômetros, eu escolho justamente o homem mais enrolado e confuso, no seu momento de vida mais desestruturado. Um tipo que realmente dá trabalho, toma remédio e se afunda na cama. E que, a mim, me encanta.
Principalmente, se o sujeito em questão tiver universo próprio, eu chapo. Se for inteligente e sensível, fora do padrão, ou seja, extraordinário, eu gamo. E se, ainda por cima, for um gênio maldito com sotaque, eu fico louca, com destaque total pros pernambucanos e gaúchos, espécie de conterrâneos no território da loucura.
Mas... Depois de sucessivas e incessantes escolhas enviesadas, fui obrigada pelo meu sistema de defesa, a analisar o fenômeno "é roubada? tô dentro", e cheguei a conclusões funestas.
É onipotência. É narcisismo. É vício no tumulto."
por ANTONIA PELLEGRINO
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26 Setembro 2005
Life, oh life
Nada dura para sempre. Tudo no universo é regido por ciclos. O único aspecto imutável é a Verdade.
Tudo passa, mas o homem quer segurar, frear o movimento da vida. O resultado é sofrimento e estagnação evolutiva.
É preciso saber a hora certa de começar e terminar. Muitas coisas simplesmente não dão certo em nossas vidas, porque já não fazem mais parte delas.
Uma das coisas mais patéticas da vida é querer perpetuar aquilo que já acabou.
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20 Setembro 2005
19 Setembro 2005
16 Setembro 2005
Hahahaha
Fumou maconha e obteve a graça
Depois do samba sua vida nunca mais foi a mesma!
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14 Setembro 2005
Z z z

ilustração: giulianna ronna
Eu tenho sofrido de sono. Não importa se durmo oito, dez, doze ou três horas: acordo com um enorme esforço, que só o meu celular sabe. Coloco para despertar as às 6:45 e ele fica no soneca... tocando de 10 em 10 minutos... até as 8:00, sendo que eu deveria acordar as 7:00, a Chucri Zaidan não anda fácil de manhã.
Me falaram que o lance do soneca é coisa de doente, mas tem gente que me entende. Há duas semanas não cumpro a promessa de malhar antes do trabalho nem sequer um dia. Há algumas contrario minha pontualidade britânica de chegar às 9:00 no trabalho; depois do almoço peço a Deus, com toda a minha fé, para me fazer desaparecer de onde quer que eu esteja.
Ando miando baladas mil, trocando mais um copo de cerveja pela minha cama e investindo cada vez mais no meu quarto, não mais na sala. Aos poucos a cama virou de casal, o edredon de pluma de ganso e quatro ao invés de dois travesseiros. É a minha masmorra. Durmo tanto que não lembro com o que tenho sonhado.
E não tente me telefonar. Nem insistir. Meu maior esforço não permite que eu te atenda. Sorry.
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09 Setembro 2005
Para colorir...
05 Setembro 2005
um vício
é, pode ser que a maré não vire
pode ser do vento vir contra o cais
e se já não sinto os teus sinais
pode ser da vida acostumar
será...?
LOS HERMANOS, DOIS BARCOS
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02 Setembro 2005

rain it wets muddy roads
i find myself exposed
tapping does but irritate
in search of destination
harder now with higher speed
washing in on top of me
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Tenho vivido dias bons e incógnitos. Virou automático estacionar e olhar o primeiro. Hoje, com esforço, não o fiz.
Acostumo-me a não mais discar o número grande e a sorrir quando quase ando em outra direção. Não sou atenta. Não sei de nada.
Busco "me achar". Só eu sei. Algo me prende lá. Ou será que prendo-me a ele?
Tanto faz.
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01 Setembro 2005
; )
30 Agosto 2005
**Comunicação
Manu é uma criança que se comunica com muita segurança, sabendo utilizar as palavras e os gestos, introduzindo palavras que aprendeu recentemente. Quando não é compreendia repete com a mesma vontade a sua idéia, sabe que é importante ser compreendida. Manu coloca-se com coerência em seu espaço, exigindo e ao mesmo tempo respeitando o espaço das outras crianças. Tem boa disponibilidade perante as propostas do grupo.
**Social
Manu exerce o papel de líder, principalmente nas situações de diálogos e discussões de idéias. Coopera nas decisões em grupo e quando não quer simplesmente diz que não está a fim. Raramente atrapalhou o andamento de alguma atividade e quando isso aconteceu, a partir do momento que lhe foi colocado limite e sua explicação, ela compreendeu e aceitou sem constrangimento.
Tem participação ativa no grupo e curte o processo dos eventos. Sempre lançando idéias e recheando as brincadeiras de atividades.
**Cognitivo
A concentração que Manu dedica a seus trabalhinhos é algo marcante em sua personalidade. Com muita calma e trabalhando suas composições, Manu consegue resolver suas atividades com muitos detalhes e com um ótimo aproveitamento, chega a resultados impressionantes. Muitas vezes inova e experimenta. Sem medo.
**Psicomotor
Manu tem uma ótima relação com seu corpo em todos os sentidos, desde seu movimento em espaços maiores até a coordenação motora em situações sutis, que exigem calma e concentração.
**Emocional
Manu trabalha com segurança a perda, nunca a vi frustrada por perder uma brincadeia ou jogo. Em muitas situações ela extrapolou os limites e as regras que são necessárias na rotina do grupo, mas sempre compreendeu quando lhe foi explicado. É uma criança independente, a ponto de se ofender quando alguém quer ajudá-la e não tem necessidade.
Persiste na vitória e em seus objetivos, demonstrando muito humor e alegia pela vida. Uma cabecinha esperta, que tenho certeza, irá explorar cada vez mais suas potencialidades.
Acredito que o tempo que passamos juntos foi marcante para ela e para mim.
Ricardo
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26 Agosto 2005
** li na tpm
22 Agosto 2005

Não sei se senti saudade. Saudade das pessoas sim, do tempo não. Ele foi muito bom, mas como tudo, passou. Foi necessário para aqui eu estar e confesso amar onde estou.
É que só hoje eu percebi que eu era louca. Não louquinha, louca mesmo. Ingênua como toda criança, I N T E N S A como sempre serei, segura como ninguém e arisca como já não sou.
Hoje em dia sou normal, cheia de peculiaridades só minhas, mas normal. E me fascino pela maturidade. Sempre. Hoje não tenho medo do tempo, das rugas, e do futuro que nunca é agora. Não sei quando nem até, mas sinto agora um tremendo bem-estar.
O que levamos daqui senão essa bagagem das coisas só nossas? Que mesmo quando compartilhadas entre gargalhadas e arrepios, continuam sendo só nossas e de ninguém mais.
Tenho vontade de rir. Abrir as cartas e continuar essa busca do que passou. Resgatar no mundo aquele que me ensinou. Deixar para trás aquilo que não acrescentou.
Hoje sou Mulher. O tempo não errou.
Naveguemos.
Eu sei navegar para dentro. Dentro do mundo que reside dentro de mim.
Dudu Lima
Miss u so bad...
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17 Agosto 2005
O sonho não acabou
Não podia mais fitar o outro lado do bar e ver o Leão, rei da selva, vibrando igualzinho como no começo, discotecando só para raros. Já não abraçava meus colegas da mesma forma. Já não trocava sorrisos cúmplices, que por si só, diziam tudo sobre estar lá.
Lembro das muitas sextas - feiras que chegava de carona na Faap, sempre sem dormir, logo depois da saidera e da última partida de truco. Do G Wood e seu violão mágico, de A Wood e Led Zeppelin. Tum tum tum.
Tinha o Jimi, a Janis, Smiths, Guns, Elvis, Beatles, Cazuza e até a Sheryl Crow. O gato preto, o exorcista, eat flowers e transporting. JUST WONDER WHO THE FUCK YOU ARE ON A SUNDAY MORNIG. Num domingo de manhã eu era feliz. Mais feliz do que consigo ser agora.
Começou a dar saudade das ligações-fora-de-hora, da desorganização, das ressacas, das surpresas sempre bem vindas. Da música alta e às vezes artodoante. Do empurra-empurra, do maldito (sorry, não tem outro adjetivo) cheiro de cigarro com batata frita, do sanduíche - gordo - do Beto.
As fotos e lembranças da minha festa de aniversário já se tornando clássicas de um tempo que não volta mais. Ou não. Seria tudo isso necessário? Tenho certeza que sim.
Uma quase impaciência de ter que responder: “Manu, e o Básico?”. Como aperta. E como dói. Uma dor tão forte que impossível de ser descrita num blog, e até para mim mesma. Só eu sei.
Hoje é o dia: aniversário do Romeu.
O que fazer ou dizer para agradar quem hipocritamente tenta comemorar a falta de alegria?
Meu último e alegre aniversário serviu para lembrar arrepiada a falta que tudo isso faz. O aniversário dele serviu para firmar que tudo estará de volta. Em 3 semanas!
Tudo novo, mas tudo igual: o Jimi, a Janis e o Cazuza. O Leão, o gato preto e o exorcista. Para exorcizar para sempre a falta de sorte e de responsabilidade. Exorcizar o pessimismo, a descrença e a desunião.
O Básico para mim é muito mais que tudo isso. Não consigo, não dá pra explicar.
Só sei que vou amanhecer pulando. De salto alto e pé inchado, mas pulando alto. Feliz.
Dias contados para a minha falta de alegria, que tinha nome e eu já nem sabia.
Um pouco mais de mim mesma.
Um pouco mais de nós.
Cheers darling, cheers.
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16 Agosto 2005

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
MÁRIO QUINTANA
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12 Agosto 2005
*
07 Agosto 2005

Lembrei daquela última: da camisa listrada, calça social, cheirozíssimo, porte de homem. Um pouco assustado, confesso. Eu, febril há dias, mesmo assim fui. Olheiras do abatimento, do pré-sentimento. Febril também de saudade. Era para ser a última; eu não deixei.
Depois teve o parabéns-mais-lindo-do-mundo, o timbre tremido, o dia começando iluminado, a noite terminando calada. Poderia ser o último; eu não quis.
No mês seguinte o convite, amigos em volta, festa e tal. Tive medo de olhar. O abraço forte, a vela apagada, cama fria, sonho ruim. Deveria ser o último; não agüentei.
Daí uma seqüência de noites inventadas, fogos de artifício, palavras sussurradas, músicas cantadas, número dois. Eu queria que fosse a última; não foi.
Allegria pura, o toque da surpresa, sorriso pálido, palavras de amor. Gotículas de chuva, hipocrisia, lágrimas de coração. Medo, atração, aceitação. Pedi para que fosse a última; mas não é.
A gente sabe. É um saber com medo, e um não querer saber. É não poder querer fugir. É fingir. É música, é sonho, é tombo e tempestade. É quando se dá e não se tira. É aquilo que se tem. Não é a última, não é a primeira. É apenas o começo. É o que sei. Eu e você.
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04 Agosto 2005
Tempo, tempo, tempo

É quando a gente foge para nossa própria casa tentando acreditar que este é o lugar mais seguro do mundo. Encher a geladeira de mais dinheiro gasto, não sentir fome.
Sentar em frente do computador não-conectado e ligar Adriana: “Meu amor, cadê você, eu acordei, não tem ninguém ao lado”.
Espero a visita da amiga. Anseio sei lá o quê.
A TV desligada-pra-sempre, convites supérfluos, dor no pé, inchaço. Com tudo isso, um pouco de bem estar. De simplesmente estar, se é que você me entende.
Evento falido $ ou nem tanto. Trabalho, trabalho, trabalho. Uma quase falta de concentração.
Aquela coisa instintiva gritando dentro do meu corpo desde domingo, virando a cabeça. Louco, nunca tinha sentido isso. E não sei como matar.
Minha irmãzinha sofre. E eu sofro com ela. Sofro por ela.
Simbiose? Como me excluir disso? Como não sentir um contágio profundo a tudo aquilo que é alheio e realmente me importa?
Injustiça, ambição, pouco caso, indiferença, molecagem, impotência. Ai ai ai...
Show do Teatro Mágico em vista como a melhor opção para um fim de tarde. Circo à noite. A gente finge que tudo é normal.
Enquanto Mamis me espera no skype, eu aqui, atendendo telefonemas sem graça, ouvindo música, tentando transmitir mil pensamentos preguiçosos por um cordão umbilical. Palavras escorrem no teclado. Nem sei.
A amiga que compreende. Isso sim, como simbiose. É que quando a gente se abraça, ou simplesmente dá as mãos, ou deita a cabeça no travesseiro, os corações batem. Lógico, eles já estavam batendo, mas a gente ouve, e ouve alto. Até quando dá aflição e tenta não ouvir. Que coisa louca.
Músicos cariocas pela madrugada, depois de um bom show no Bourbon. Vontade de morar no Rio. De novo?
Los Hermanos volume 4, Damien Rice com Cheers Darling no repeat: “What am I darling? A whisper in your ear, a peace of your wedding cake?” Nãããão Manoela, isso é radio pirata!
Aniversários, despedidas, encontros e desencontros. Terapia adiada. Aqui estou. E nada que eu possa dizer tem valor. Essas coisas que só cabe ao tempo. Tempo, tempo, tempo. Tem Maria Bethânia semana que vem.
Tô com frio.
Zzzzz.
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31 Julho 2005
E aí vem eles...
e desse engodo, eu vi luzir
de longe o teu farol
minha ilha perdida é aí
o meu pôr-do-sol
* sabia que eles* não iam me decepcionar...
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00:46
25 Julho 2005
*

Duma expressão tão divina,
Tão misteriosa, tão triste,
Como foi a minha sina.
É uma expressão de saudade
Vogando num mar incerto.
Parecem negros de longe,
Parecem azuis de perto.
Mas nem negros nem azuis
São teus olhos, meu amor,
Seriam da cor da mágoa
Se a mágoa tivesse cor
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21 Julho 2005
Tira uma foto!

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
***Graaande CHICO
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18 Julho 2005
Um pouco mais

A sexta não foi assim aquelas coisas. Pra não dizer terrível, melhor impossível.
Notícia triste à tarde, saindo de uma big e incentivadora reunião. Lágrimas e lágrimas que não resolvem nada; bora de volta pro trabalho.
Entre a correria do final do dia, um minuto de conexão. Eu tinha certeza; nunca é de um lado só. Toda aquela sensação do dia do Cazuza: calafrios que tomam o corpo, azia e enjôo, sons, vozes, acordes... tudo diferente; I N T E N S O.
Mais de três semanas com essa bota no meu pé (já to com medo de ir ao médico), lanchinho rápido, uma sessão nostálgica de fotos e soninho - interrompido por uma causa maior.
Sorriso na cara – a gente sempre finge que nada está acontecendo - balada marcada, vamoquevamo. Não lembro com o que sonhei. Aí sim.
A boa de sábado foi ter me mandado pro Guarú. Nostalgia pouca é bobagem. Olhar o Edifício Esmeralda na orla da Pitangueiras foi de arrepiar e sentir saudade de um tempo que não volta mais.
Cadeira de praia, saia, parte de cima do biquíni e bota ortopédica. Ok, deu pra pegar um solzinho com o cochilo que eu mais esperei a semana toda. Antes do sonho, fui subitamente acordada com um toque de anjo: uma pessoinha de 50 cm de altura, loiríssima, olhos azuis, um dente na boca, chegou com tudo, obstinada em minha direção. Me pegou com firmeza. Abriu meus olhos e tocou meu coração. Seu lindo sorriso metralhava palavras que só existem em seu vocabulário. Aaai, que coisa linda! Você que me conhece sabe que este não é um acontecimento qualquer. Não para mim. É uma mensagem de Deus, mostrando aquilo que estou aberta para sentir. Tive a honra de compartilhar três minutos desta pífia companhia e assim, fiquei em paz.
Almoço-como-a-mamãe-gosta e duas caipirinhas de cachaça foram suficientes para trazer boas risadas e aquele soninho gostoso.
Domingo de férias para o meu pé, lula à dorê, camarão e Amélie Poulain. Dormi sem querer mais nada. Acordei querendo sei lá o quê.
Amanhã é terça. Tem bastante tempo até o fim do dia.
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11 Julho 2005
retrô

HÁ 10 ANOS
1. eu estava vivendo meu primeiro amor
2. bombei a sétima série
3. meu avô morreu
4. eu era magrinha
HÁ 5 ANOS
1. tava no primeiro ano da faculdade
2. dava rolê com a rafa e com a guta o dia inteiro
3. exagerei na dose de tudo
4. fiz meu primeiro estágio em agência de publicidade
HÁ 2 ANOS
1. comecei a trabalhar no básico
2. morava na casa rosa com juana e alice
3. escutava muito índia arie
4. quase entrei no big brother
HÁ 1 ANO
1. estava toda quinta-feira no básico
2. perdidamente apaixonada, essa era a minha profissão
3. imigrei de volta para o meu lar doce lar
4. migraram com meu coração para fora
ONTÉM
1. fui para uma expedição à lua e fiz choover por lá
2. me surpreendi
4. sonhei com comida e com o meu pé
HOJE
1. ...
2. preguiça master
3. risadas por e-mail
4. tem kelly mais à noite
AMANHÃ EU VOU
1. prospectar muitos clientes
2. marcar ortopedista
3. fechar um bom negócio
4. ir até em casa pegar os outros pés dos meus sapatos
CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. alegria
2. amigos
3. parte da minha família
4. amor
5. meus cds
CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM $1,000
1. cds, cds, cds!
2. uma passagem pra londres
3. uma máquina de lavar
4. uma tv
5. um microondas
CINCO MAUS HÁBITOS
1. cigarro
2. pavio curto
3. ser mandona
4. meus desastres diários com copos
5. ih, esqueci!
CINCO PROGRAMAS DE TV
1. novela (agora não tem nenhuma que eu goste...)
2. contemporâneo
3. friends
4. sex and the city
5. um bom programa de clips musicais
TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. plantão da globo
2. falta de respeito
3. minha olheira cada ano mais acentuada
TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. o puma do vi, número 39, pra caber essa pêra que imoliza meu pé
2. casaco preto
3. malha-preta-querida
QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS
1. dave matthews band
2. los hermanos
3. insonica
4. muitas outras que ficariam inciumadas se eu não as enumerasse aqui
TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. um
2. falar no telefone com a kelly
3. um depósito gordo na minha conta
TRÊS LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS
1. bahia, bahia, bahia
2. londres
3. espanha
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08 Julho 2005
Clarice Lispetor
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07 Julho 2005

Tô afinzona de escrever. Já faz uns dias, mas não o faço.
Não me lembro de ter passado por tamanha indefinição. Mas é tudo interno. O externo nem se fala.
Meus desejos e prazeres sempre exprimidos de forma sedutora, hoje calam-se até para mim. Seria traição?
Tudo o que penso não se passa de uma expressão hipócrita da inconstância do meu ser. E se fincar os pés no chão é sinônimo de lucidez, abre a janela que o que eu quero é alucinar.
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